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SegurançaCamaquã

Polícia Civil indicia suspeito de furto de gado em Camaquã

Operação Capataz apurou venda de animal com identidade falsa em aplicativo e mandado de busca cumprido em Arambaré.

06 de novembro de 2026·Redação SulTV
Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay via Pexels
Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay via Pexels

A 3ª Delegacia de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (DECRAB) de Camaquã concluiu a Operação Capataz, investigação que apurou o furto de oito cabeças de gado em uma propriedade rural da localidade de Costa do Sutil, interior do município, crime ocorrido em junho. O inquérito identificou um ex-funcionário da propriedade como autor do furto e resultou no indiciamento dele pelos crimes de furto abigeato e receptação, depois que a polícia comprovou que o suspeito vendeu parte dos animais usando um perfil falso em aplicativo de mensagens.

Furto descoberto durante revisão do rebanho

A vítima percebeu a falta dos oito semoventes durante a revisão de rotina do rebanho, sem sinais de abate clandestino nem qualquer indício de como os animais haviam sido retirados da propriedade. Afastada do local por vários dias devido a um acidente, ela não conseguiu acompanhar a movimentação do gado com a regularidade necessária, o que dificultou a identificação imediata do furto. Orientada pela 3ª DECRAB, registrou ocorrência — passo essencial para o início da investigação.

A apuração mostrou que os animais furtados foram retirados de uma invernada próxima à sede da fazenda e substituídos por bovinos de outra área mais distante, numa tentativa de disfarçar a subtração e ganhar tempo até a descoberta do crime. As suspeitas recaíram sobre um ex-funcionário que havia administrado a propriedade por menos de dois meses e, segundo apurado, estaria vendendo animais que não eram dele.

Venda com perfil falso em aplicativo

Ficou comprovado que o investigado vendeu uma vaca a um morador da região utilizando um perfil falso em aplicativo de mensagens, fazendo-se passar por outro produtor rural que já não residia mais na localidade. O comprador pagou pelo animal e, mesmo após a vaca ser recuperada e devolvida à vítima original, arcou com o prejuízo financeiro do negócio.

Em depoimento à Polícia Civil, o ex-funcionário admitiu ter negociado quatro vacas e indicou outro comprador no município de Cristal. Diante dos comprovantes de pagamento bancário reunidos e dos depoimentos colhidos, a Autoridade Policial representou por mandado de busca e apreensão, cumprido na residência do investigado, em Arambaré.

Indiciamento e desdobramento na Justiça

Com base no conjunto de provas reunido, a Autoridade Policial representou pela prisão preventiva do investigado, pedido que recebeu parecer favorável do Ministério Público. O Poder Judiciário, no entanto, optou pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Concluído o inquérito, os autos foram remetidos à Justiça com o indiciamento do ex-funcionário pelos crimes de furto abigeato e receptação.

A 3ª DECRAB de Camaquã reafirma que o combate ao abigeato continua sendo prioridade na região e recomenda que produtores rurais façam o registro de ocorrência assim que notarem qualquer irregularidade no rebanho, já que a rapidez na denúncia é determinante para o sucesso das investigações. O caso também serve de alerta a quem compra e vende animais pela internet: confirmar a identidade de quem está do outro lado da negociação, antes de qualquer pagamento, é a forma mais segura de evitar prejuízos como o registrado nesta operação.

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