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Plano Safra: o que muda para o arrozeiro com os novos juros e recursos

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

O governo federal oficializou nesta terça-feira, 30 de junho, o Plano Safra 2026/2027, destinando R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial. Embora o montante represente um acréscimo de R$ 9 bilhões em comparação ao ciclo anterior, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) expressou preocupação com as diretrizes do programa. Na Zona Sul gaúcha, região de forte tradição orizícola, a análise da entidade é de que as condições atuais podem limitar a viabilidade financeira de muitos produtores.  


Foto: Pixabay - Imagem meramente ilustrativa
Foto: Pixabay - Imagem meramente ilustrativa

O desenho do novo plano apresenta uma mudança significativa na distribuição de verbas: enquanto os investimentos cresceram R$ 38,7 bilhões, houve uma redução de R$ 29,8 bilhões nas linhas voltadas ao custeio e comercialização, totalizando R$ 384,9 bilhões para essas finalidades. Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, os juros fixados em 12,5% para a agricultura empresarial estão acima da expectativa do setor, que pleiteava taxas de um dígito para garantir a sustentabilidade da produção.  


Além dos custos financeiros, o endividamento acumulado é um entrave crítico. Segundo Nunes, a resolução do Projeto de Lei nº 5.122 e a implementação de medidas eficazes de renegociação são condições indispensáveis para que os arrozeiros tenham crédito disponível. Caso essas questões não sejam equacionadas, a entidade teme que grande parte da classe produtora seja excluída do sistema de financiamento. A Federarroz segue acompanhando a operacionalização dos recursos e, especialmente, os detalhes do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural, considerado vital para mitigar os riscos da atividade no campo.

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