Pelotas tem emergência reconhecida por 180 dias após ciclone
Temporal de granizo da última sexta-feira (28) atingiu Colônia Z3 e Barro Duro e passa a integrar novo pedido de emergência, ainda em análise estadual.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu, na última sexta-feira (28), a situação de emergência em Pelotas motivada pelos estragos do ciclone que atingiu o município no dia 6 de agosto. O aval veio menos de 48 horas após a Prefeitura enviar o pedido, já validado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, e habilita o município a dispensar licitação para obras e serviços de recuperação por até 180 dias. O prefeito Fernando Marroni havia decretado emergência no dia seguinte ao temporal, que trouxe rajadas de vento de até 90 quilômetros por hora e um acumulado de 35 milímetros de chuva.
Decreto libera obras sem licitação por 180 dias
O decreto 7.225/2026, classificado em nível II, tem validade de 180 dias a partir da publicação. Durante esse período, a Prefeitura de Pelotas pode dispensar processos de licitação para comprar bens e contratar obras e serviços voltados à recuperação da infraestrutura urbana atingida pelo ciclone de 6 de agosto. Na ocasião, rajadas de vento de até 90 quilômetros por hora e 35 milímetros de chuva provocaram os estragos que motivaram o pedido de emergência, formalizado por Marroni já no dia seguinte ao temporal.
Granizo de sexta-feira amplia decreto de chuvas intensas
O decreto assinado por Marroni em 17 de agosto, motivado por um temporal que despejou 111,4 milímetros de chuva em pouco mais de 24 horas, será ampliado para incluir também os danos do temporal de granizo que atingiu a cidade na madrugada da última sexta-feira (28), com destaque para a Colônia de Pescadores Z3 e o Balneário dos Prazeres, no Barro Duro. Entre a tarde de quinta-feira (27) e as 9h de sexta, o pluviômetro do Departamento de Drenagem Urbana do Sanep, no bairro Fragata, registrou 95 milímetros de chuva. Batizado como decreto 7.231, também em nível II, o documento havia sido editado inicialmente por causa dos prejuízos na zona rural e agora soma à lista de necessidades lonas, telhas, veículos para transporte de material da saibreira da colônia e insumos para pontes, como tirantes de eucalipto, pregos e chapas de ferro.
Quarto decreto de emergência desde dezembro
O decreto 7.231 segue em análise na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil; após a homologação estadual, o texto será enviado à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, repetindo o rito que já garantiu o reconhecimento federal do decreto do ciclone de agosto. Desde dezembro do ano passado, a Prefeitura de Pelotas já publicou quatro decretos de situação de emergência motivados por eventos climáticos extremos, período em que o município foi atingido por dois ciclones extratropicais, um tornado e um episódio de chuva que superou os 100 milímetros em 24 horas.
Com o novo pedido em tramitação, a expectativa da Prefeitura é de que o reconhecimento federal também chegue nos próximos dias, ampliando os recursos disponíveis para repor telhados, vias rurais e pontes atingidas pelos temporais recentes. Enquanto a análise avança, o município segue levantando o volume de materiais necessário para atender as famílias da Colônia de Pescadores Z3 e do Balneário dos Prazeres.
Com informações de pelotas.rs.gov.br
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