Pelotas tem ateliê gratuito de bonecas com 40 vagas
Projeto voltado a mulheres atingidas pelas enchentes de 2024 é conduzido por equipe 100% feminina e termina com apresentação teatral.

O Ateliê de Bonecas – Costurando Narrativas Femininas oferece 40 vagas gratuitas em Pelotas, divididas em duas turmas de 20 participantes, com dois encontros cada, entre 26 de setembro e 3 de outubro. O projeto, financiado pelo Procultura Pelotas, é destinado a mulheres em situação de vulnerabilidade, com atenção especial às atingidas pelas enchentes que impactam a região desde 2024. As inscrições são gratuitas, feitas pela internet, e ainda há vagas disponíveis.
Teatro, costura e escuta em cada encontro
Os encontros combinam jogos teatrais, rodas de conversa e oficinas de construção de bonecas, propondo a criação artística como forma de expressão e elaboração de narrativas pessoais. Todo o material necessário para confeccionar as bonecas é disponibilizado gratuitamente às participantes, que não precisam levar nada além da disposição para participar.
O projeto é conduzido por uma equipe 100% feminina e multidisciplinar, formada por cinco profissionais: Nina Grace Baptista (oficina de teatro, produção e edição de vídeo), Dayanna Cañon (oficina de bonecas e produção), Marcela Busetti (psicologia), Andria Morocini (audiovisual) e Geovana Greice Baptista (acessibilidade e público PCD). As bonecas produzidas funcionam como autorretratos simbólicos, e a partir delas as participantes são convidadas a refletir sobre suas trajetórias e sobre quais histórias desejam contar de si mesmas.
Origem na resposta às enchentes de 2024
A iniciativa nasceu de uma experiência das artistas Nina Grace e Dayanna, integrantes do Núcleo de Teatro da UFPel, durante as enchentes de 2024. Em um abrigo montado no CAVG, elas promoveram atividades de construção de bonecas com pessoas atingidas pela cheia e perceberam o potencial da criação artística como caminho para compartilhar memórias e sentimentos.
A partir dali, o projeto foi ampliado para atender mulheres em diferentes situações de vulnerabilidade, considerando também os impactos sociais, emocionais e materiais das enchentes. A primeira turma já foi realizada no CRAS da Colônia Z3, reunindo 25 mulheres, em sua maioria idosas e pescadoras, em uma atividade marcada pelo acolhimento e pela troca de experiências entre as participantes.
Como se inscrever
As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo link disponível na bio do perfil @ateliedebonecalpel, no Instagram. Os encontros acontecem em dois endereços de Pelotas: no Instituto Hélio D'Angola, na Rua Alberto Rosa, 1, e no Otroporto Indústria Criativa, na Rua Benjamin Constant, 701A.
O projeto conta com apoio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Z3, do Instituto Hélio D'Angola e da Associação Otroporto Indústria Criativa, entidades que também acompanham o desenvolvimento das atividades junto às participantes.
Como contrapartida do financiamento do Procultura Pelotas, o projeto vai encerrar as atividades com uma apresentação teatral construída a partir das experiências, memórias e narrativas trabalhadas pelas participantes durante os encontros, levando à cena fragmentos das histórias produzidas ao longo do ateliê.
Com informações de pelotas.rs.gov.br
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