Pular para o conteúdo
Notícias
PolíticaPelotas

Pelotas conclui obra de 984 m² na Rua Lobo da Costa

Trânsito foi liberado na noite de sexta após 18 dias de obra que optou por preservar os paralelepípedos originais em vez de asfaltar a via.

18 de agosto de 2026·Redação SulTV
Calçamento em paralelepípedos recuperado na Rua Lobo da Costa, Centro Histórico de Pelotas
Calçamento em paralelepípedos recuperado na Rua Lobo da Costa, Centro Histórico de Pelotas

A Secretaria de Obras e Pavimentação (Smop) de Pelotas concluiu, na noite de sexta-feira (14), a recuperação do calçamento em paralelepípedos de pedra na Rua Lobo da Costa, no Centro da cidade. A obra abrangeu 984 metros quadrados no trecho entre as ruas Marechal Deodoro e General Osório e permitiu a liberação do trânsito de veículos no mesmo dia.

Asfalto deteriorado motivou a troca por pedra

Em grande parte da quadra, a camada de asfalto sobre o antigo calçamento estava muito deteriorada e precisou ser totalmente removida. A equipe da Smop avaliou a situação e constatou que o custo para repor uma nova camada asfáltica ficaria próximo ao valor necessário para recuperar o piso original de paralelepípedos.

O secretário de Obras e Pavimentação, Rogério Salazar, explicou que a escolha levou em conta a qualidade das pedras, que suportam bem o fluxo intenso de veículos naquele ponto do Centro de Pelotas. A via é um dos acessos mais utilizados por veículos e pedestres no Centro comercial da cidade, o que reforça a necessidade de um pavimento resistente. Diante da equivalência de custos, a recuperação do calçamento histórico foi definida como a alternativa mais vantajosa para o trecho.

Como foi feita a recuperação

A obra começou em 27 de julho com a remoção de todos os paralelepípedos da quadra, que passaram por limpeza antes de serem reassentados no mesmo local. Onde havia pedras danificadas ou faltantes, a equipe fez a complementação do material, mantendo o padrão original do piso. O serviço levou 18 dias e foi concluído no fim da tarde de sexta-feira, quando o trânsito de veículos voltou a circular normalmente pela via.

Escoamento de água e preservação da memória do Centro

Segundo Rogério Salazar, a técnica utilizada no reassentamento das pedras deve melhorar o escoamento da água da chuva na quadra, reduzindo o acúmulo em dias de temporal. O secretário destacou ainda que a manutenção do paralelepípedo, em vez da substituição por asfalto, contribui para preservar a identidade do Centro Histórico de Pelotas, reconhecido pelo conjunto arquitetônico e pelas ruas com pavimentação original.

A Smop deve seguir monitorando outros trechos de vias históricas do Centro de Pelotas que apresentem situação semelhante de deterioração, priorizando intervenções que conciliem segurança no trânsito e preservação do patrimônio da cidade. A expectativa da secretaria é de que o piso recuperado tenha vida útil longa, dispensando novas intervenções na quadra nos próximos anos.

Com informações de pelotas.rs.gov.br

📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.