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Osteoporose aumenta risco de fratura após os 50 anos em Tapes

Exame de densitometria óssea ajuda a identificar a doença antes da primeira fratura, aponta reumatologista.

26 de outubro de 2026·Redação SulTV
Imagem ilustrativa. Foto: cottonbro studio via Pexels
Imagem ilustrativa. Foto: cottonbro studio via Pexels

A osteoporose, doença que reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas, foi tema de alerta em todo o país na semana do Dia Mundial da Osteoporose, lembrado em 20 de outubro. Moradores de Tapes e das demais cidades da Costa Doce estão entre o público orientado a ficar atentos aos sinais silenciosos da condição, já que a doença costuma evoluir sem sintomas até a ocorrência da primeira fratura. Segundo a reumatologista Rebecca Maria, do Hospital Universitário Alcides Carneiro, vinculado à rede HU Brasil, a perda de massa óssea se intensifica a partir dos 50 anos, principalmente após a menopausa, o que exige atenção redobrada da população urbana da região.

Fatores de risco e sinais da doença

Além da idade acima de 50 anos e da menopausa, a reumatologista aponta outros fatores que aumentam a chance de desenvolver osteoporose: histórico familiar da doença, baixo peso corporal, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A alimentação pobre em cálcio também contribui para a fragilização óssea, assim como o uso prolongado de medicamentos como os corticoides e algumas doenças associadas.

Como a condição avança de forma silenciosa, muitas pessoas só descobrem o problema depois de uma fratura causada por quedas ou impactos leves — situações comuns no cotidiano das cidades da região. Fraturas na coluna, em especial, podem provocar dores nas costas, perda de altura e alterações na postura, sinais que merecem avaliação médica imediata.

Hábitos que ajudam a proteger os ossos

A prevenção passa por hábitos simples do dia a dia. Uma alimentação equilibrada, com fontes de cálcio como leite, derivados e vegetais verde-escuros, é uma das recomendações, assim como a vitamina D, cuja necessidade de suplementação deve ser avaliada por profissional de saúde.

A prática regular de atividades físicas também é indicada, especialmente exercícios de fortalecimento muscular, equilíbrio e sustentação do peso corporal, que ajudam a preservar a estrutura óssea e reduzir o risco de quedas. Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool completa o conjunto de cuidados recomendados pela especialista.

Diagnóstico e quando buscar atendimento

O diagnóstico depende de avaliação médica e pode incluir a densitometria óssea, exame que mede a densidade mineral dos ossos, além de exames laboratoriais complementares, conforme a necessidade de cada paciente. Quando a osteoporose é identificada, o tratamento pode envolver mudanças no estilo de vida, ajuste na ingestão de cálcio e vitamina D e medicamentos específicos para reduzir a perda óssea e o risco de fraturas — sempre com acompanhamento profissional, sem automedicação.

A reumatologista reforça que moradores que sofrerem fraturas após quedas ou traumas leves devem procurar atendimento médico para investigar possíveis sinais de fragilidade óssea, já que o diagnóstico precoce reduz as chances de complicações mais graves.

A expectativa é de que a conscientização sobre a osteoporose continue sendo reforçada nas unidades de saúde da Costa Doce, com orientação sobre prevenção e diagnóstico precoce para moradores de todas as idades, especialmente a partir dos 50 anos.

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