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Segurança

Operação Boi Fantasma cumpre mandados e bloqueia R$ 100 milhões em esquema de lavagem no RS

A investigação, que contou com o apoio da Brigada Militar e da Polícia Penal, identificou uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 100 milhões nos últimos anos.

09 de junho de 2026·Redação SulTV
Foto: Ministério Publico do RS - Divulgação
Foto: Ministério Publico do RS - Divulgação

Uma grande ofensiva liderada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) mobilizou as forças de segurança pública na manhã desta terça-feira (09). A Operação Boi Fantasma, deflagrada por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), desarticulou uma estrutura criminosa voltada à lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O esquema tinha como base o município de Alegrete, na Fronteira Oeste, mas gerou desdobramentos na Zona Sul do Estado, com o cumprimento de mandados na cidade de Pelotas.

A investigação, que contou com o apoio da Brigada Militar e da Polícia Penal, identificou uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 100 milhões nos últimos anos. O grupo simulava o comércio de rebanhos bovinos inexistentes para dar aparência legal aos recursos ilícitos. Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. As ordens judiciais foram cumpridas em municípios gaúchos como Alegrete, Quaraí, Itaqui, Canoas, São Leopoldo, Porto Alegre, além de Pelotas e Capão do Leão. A operação também realizou buscas em presídios e se estendeu até Santa Catarina.

Conforme o GAECO, a apuração iniciou-se há 10 meses a partir de relatórios técnicos da Brigada Militar. O grupo, composto por cerca de 30 investigados, arrendou duas propriedades rurais e utilizava "laranjas" para emitir notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs) fraudulentas. O monitoramento das áreas, realizado inclusive com o uso de drones, comprovou que não havia rebanho nos locais, configurando o gado apenas no papel.

O esquema era comandado de dentro do sistema prisional por um detento conhecido como "rei do gado". O líder dividia as tarefas de movimentação financeira e ocultação patrimonial entre familiares e terceiros, utilizando até mesmo plataformas de apostas para pulverizar o dinheiro. Com o avanço da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 100,7 milhões, o sequestro de 15 veículos e de um imóvel. O líder da facção será transferido para o Módulo de Segurança Máxima da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC).

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