Pular para o conteúdo
Notícias
Política

ONU aponta restrições à liberdade de expressão em plataformas da Meta nas eleições de 2026

Especialistas e pesquisadores relatam tratamento desigual a conteúdos de campanha; empresa nega direcionamento político

21 de outubro de 2026·Redação SulTV
Carta da ONU aponta restrições à liberdade de expressão em plataformas da Meta nas eleições de 2026
Carta da ONU aponta restrições à liberdade de expressão em plataformas da Meta nas eleições de 2026

Especialistas das Organizações das Nações Unidas (ONU) assinaram uma carta que aponta restrições à liberdade de expressão em plataformas da Meta — Instagram, Facebook e WhatsApp — durante as eleições brasileiras de 2026. Segundo o documento, observadores internacionais detectaram tratamento desigual das plataformas em relação aos conteúdos das campanhas, com prejuízo às contas ligadas a um dos candidatos.

O que apontam os especialistas

Entre os episódios registrados estão interrupções temporárias de contas de campanha e queda severa no engajamento e no alcance de publicações políticas de um dos candidatos.

Os especialistas também citaram que milhares de contas e perfis de influenciadores, jornalistas e criadores de conteúdo foram suspensos, quase todos do mesmo lado político.

Carta do NetLab

Uma carta do NetLab, laboratório de pesquisas sobre internet e redes sociais ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), questiona a derrubada de um perfil do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A remoção foi feita sob a alegação de controle contra notícias falsas ligadas a políticas públicas, enquanto a empresa manteria perfis com publicações de desinformação.

O documento afirma ainda que o laboratório identificou falhas que teriam permitido "propaganda eleitoral paga no exterior e vendido e veiculado durante o resguardo eleitoral".

Caso do WhatsApp e resposta da Meta

Na semana passada, a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que usuários relataram que a inteligência artificial do WhatsApp se recusava a produzir imagens com a palavra "Lula" e o número "13", mas gerava normalmente conteúdo com a palavra "Flávio" e o número "22". Os advogados afirmaram que a Meta praticou "seletividade algorítmica" para beneficiar Flávio Bolsonaro, candidato do PL.

A Meta respondeu que as pessoas podem se expressar livremente em seus aplicativos, sem tratamento preferencial a qualquer posicionamento político. "Incidentes técnicos podem ocorrer em uma plataforma da nossa escala, mas não representam direcionamento político. Cumprimos a legislação eleitoral brasileira e agimos rapidamente para corrigir erros quando identificados, garantindo condições de igualdade para todos que utilizam nossos serviços", afirmou a empresa. Sobre a nota do NetLab, disse que não permite conteúdos que explorem programas públicos para fraudar pessoas, removendo-os sempre que identificados.

📲 Receba as notícias da região no WhatsApp — siga o Canal da SulTV.

📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.