Pular para o conteúdo
Notícias
Segurança

Nego Di e esposa são condenados por estelionato e lavagem de dinheiro

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve a condenação de Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso.

23 de junho de 2026·Redação SulTV
Foto: Pixabay - Imagem meramente ilustrativa
Foto: Pixabay - Imagem meramente ilustrativa

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve a condenação de Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e sua esposa, Gabriela Vicente de Sousa, por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso. A decisão, proferida pelo juiz Ricardo Petry Andrade, aponta que o casal operava um esquema de rifas eletrônicas sem autorização legal, que atingiu milhares de pessoas através das redes sociais na região e em todo o país.

A investigação conduzida pelo promotor de Justiça Flávio Duarte comprovou que, entre novembro de 2022 e maio de 2024, Nego Di promoveu sorteios fraudulentos. O caso de maior repercussão envolveu a rifa de um veículo Porsche, realizada entre dezembro de 2023 e março de 2024, na qual houve manipulação de resultados e a criação de um ganhador fictício. O prêmio nunca foi entregue, resultando em prejuízos para mais de 9 mil vítimas.

Os valores arrecadados, superiores a R$ 2,5 milhões, foram ocultados em um esquema de lavagem de dinheiro, utilizando contas de terceiros e empresas para simular legalidade. Gabriela foi condenada por sua participação direta na movimentação financeira. Além disso, a sentença destacou o uso de documento falso durante o período das enchentes no Estado. Em maio de 2024, o réu divulgou um comprovante de transferência de R$ 1 milhão para doações, quando, na realidade, havia transferido apenas R$ 100. A Justiça considerou que a manobra visava a autopromoção e enganou a coletividade.

Como resultado, Nego Di foi condenado a 14 anos e 6 meses de reclusão, enquanto Gabriela recebeu uma pena de 8 anos e 4 meses. Ambos deverão cumprir as penas em regime inicial fechado. A decisão reforça a fiscalização sobre atividades digitais e o combate a fraudes que prejudicam a comunidade e o ambiente de negócios.

📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.