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Milho ocupa 60% da área no RS após chuvas e geadas pontuais

Trigo já começa a deixar as lavouras no Noroeste do Estado, e a Emater lança a primeira projeção para a temporada de verão.

08 de outubro de 2026·Redação SulTV
Lavoura de milho sob céu carregado: geadas e chuva intensa causaram danos pontuais no RS.
Lavoura de milho sob céu carregado: geadas e chuva intensa causaram danos pontuais no RS.

Levantamento divulgado pela Emater/RS-Ascar mostra que a área cultivada com milho no Rio Grande do Sul já chegou a 60% do total previsto para o ciclo 2026/2027, mesmo com chuvas intensas, granizo e geadas que causaram danos localizados em diferentes regiões do Estado. O acompanhamento, feito pela Emater desde 1989, também registra o início da retirada do trigo das lavouras no Noroeste gaúcho — dados que ajudam a entender a formação de preços de alimentos que chegam às cidades da Costa Doce e do Sul do Rio Grande do Sul, como pão, farinha e produtos de origem animal.

Chuva, granizo e geada deixam marcas pontuais

As condições de tempo da última semana combinaram chuva volumosa, granizo e geada em diferentes pontos do Rio Grande do Sul, segundo o levantamento da Emater/RS-Ascar. Os episódios atingiram lavouras recém-cultivadas e provocaram danos localizados, sem comprometer o avanço geral da produção no Estado.

As geadas, em especial, afetaram pontos da área de milho, que já soma 60% do total previsto para o ciclo 2026/2027. O órgão não divulgou um percentual de perda, mas classifica os prejuízos como pontuais, concentrados em lavouras implantadas mais recentemente e, por isso, mais sensíveis a oscilações bruscas de temperatura.

Trigo começa a sair das lavouras no Noroeste

No Noroeste do Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar confirma o início da retirada do trigo das lavouras, primeira grande cultura de inverno a chegar a essa etapa no Estado em 2026. A região costuma abrir o calendário gaúcho da cultura, puxando o ritmo das demais áreas produtoras nas próximas semanas.

Em paralelo, o trabalho com a lavoura de milho avança: a área implantada chegou a 60% do total projetado para o ciclo 2026/2027, de acordo com o órgão. O início efetivo em cada propriedade depende da umidade do solo, fator que tem orientado o ritmo das operações entre as diferentes regiões do Estado nas últimas semanas.

O que os números significam para quem mora na cidade

A Emater/RS-Ascar também divulgou a Estimativa Inicial da Safra de Verão 2026/2027, primeiro número oficial sobre a área que deve ser ocupada pelas principais culturas da próxima temporada no Estado, incluindo soja, milho e arroz. Para a Costa Doce e o Sul gaúcho, a informação tem peso direto: o arroz é um dos pilares da economia de cidades como Camaquã e Arambaré, e as projeções iniciais ajudam comerciantes, bancos e famílias a entender o que esperar da renda local nos próximos meses.

Além da produção, o levantamento semanal da Emater acompanha também a comercialização de hortigranjeiros negociados na Ceasa/RS e os dados meteorológicos da semana. Os dois indicadores têm relação direta com o preço de frutas, verduras e legumes nas bancas e nos supermercados das cidades da região.

A tendência, segundo a Emater/RS-Ascar, é de que as próximas semanas tragam novos números sobre o avanço do trabalho com o milho e sobre o ritmo da retirada do trigo nas demais regiões do Estado. Para quem vive nas cidades da Costa Doce e do Sul do Rio Grande do Sul, acompanhar esses dados é uma forma de entender, com antecedência, variações no preço de alimentos básicos e no ritmo da economia local nos meses seguintes.

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