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Milhares de sapos na Prainha: entenda o fenômeno natural na Costa Doce

Reprodução explosiva de anfíbios indica ecossistema saudável e ajuda no controle de mosquitos da dengue

14 de outubro de 2026·Redação SulTV
Pequenos sapos surgem em massa no entorno do lago da Prainha após chuvas e calor
Pequenos sapos surgem em massa no entorno do lago da Prainha após chuvas e calor

A aparição de milhares de pequenos sapos no entorno do lago da Prainha não é uma praga, mas um evento natural chamado reprodução explosiva, conforme esclareceu o Setor de Gestão Ambiental em nota divulgada à população em outubro de 2026. A combinação de chuvas intensas com o aumento da temperatura favoreceu que milhares de girinos completassem a metamorfose ao mesmo tempo e deixassem a água rumo à terra firme.

Por que isso acontece

Segundo a equipe técnica da SMHDS, o surgimento repentino desses animais na fase juvenil é um fenômeno conhecido na biologia como reprodução explosiva. As condições recentes de umidade e calor criaram o ambiente ideal para a metamorfose simultânea dos girinos.

Os anfíbios são considerados excelentes bioindicadores. A presença massiva deles atesta que a água do lago e o ecossistema do parque estão saudáveis e livres de poluição severa. Além disso, os animais atuam no controle biológico de pragas, alimentando-se de grande quantidade de insetos todas as noites, incluindo o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, além de moscas e borrachudos.

Recomendações aos frequentadores

A administração pede atenção redobrada a pedestres, ciclistas e praticantes de esportes ao transitar pelas calçadas e ciclovias próximas ao lago, já que os animais são pequenos e ficam camuflados no chão, correndo risco de serem pisados.

Jogar sal ou qualquer substância química sobre os sapos causa morte por desidratação e constitui crime ambiental. Moradores do entorno que encontrarem animais em suas propriedades devem evitar tocá-los diretamente, recolhendo-os com o auxílio de uma vassoura macia e uma pazinha ou balde e devolvendo-os a uma área verde. Aos tutores de pets, a orientação é manter os cães na guia, já que os sapos não são agressivos e não atacam.

Fenômeno é temporário

O Setor de Gestão Ambiental informa que a situação é passageira. A tendência é que a maioria dos anfíbios se disperse naturalmente para áreas de mata densa, arbustos e vegetação úmida nos próximos dias. Parte deles também servirá de alimento para aves locais, como garças e corujas, restabelecendo o equilíbrio da cadeia alimentar.

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