MEC recomenda 12 cursos novos na UFSM com 382 vagas
Novas formações estão distribuídas pelos quatro campi e podem começar a funcionar em 2027, conforme cronograma do MEC.

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) teve 12 propostas de novos cursos de graduação recomendadas pelo Ministério da Educação (MEC), dentro do Programa Universidades Transformadoras. As propostas, distribuídas entre os quatro campi da instituição, preveem a criação de 382 novas vagas de ingresso, com início de funcionamento previsto para 2027 ou 2028, conforme o cronograma definido pelo MEC.
Eixos da proposta
O Programa Universidades Transformadoras, lançado pelo MEC, tem como objetivo estimular a revisão curricular e estrutural das universidades federais a partir de três eixos: inovação, inclusão e estratégia. No eixo de inovação, estão previstos cursos ligados a ciência de dados, inteligência artificial, transição energética e metodologias ativas de ensino superior.
O eixo de inclusão contempla formações voltadas à educação inclusiva, aos direitos humanos, à acessibilidade e às áreas do cuidado. Já o eixo estratégico busca readequar cursos que hoje enfrentam baixa procura e altos índices de evasão, permitindo à UFSM repensar a formação oferecida em áreas com vagas ociosas.
Para a reitora da UFSM, Martha Adaime, a iniciativa reforça um movimento que a universidade já vinha conduzindo internamente de revisão da oferta de graduação. Segundo ela, trata-se de 'um movimento necessário de inovação e oxigenação para a UFSM', já que 'a universidade tem que estar em movimento se quiser ser competitiva'.
Como funciona a criação dos cursos
A recomendação do MEC é uma etapa importante, mas não garante a criação automática dos cursos nem assegura de forma integral os recursos para a implantação. Na UFSM, o processo segue a Resolução nº 255/2026: primeiro é aprovada uma proposta simplificada, depois é elaborado e aprovado o projeto pedagógico e, por fim, é publicada a resolução de criação do curso.
Antes da publicação final, a proposta passa por análise técnica das Pró-Reitorias de Graduação (PROGRAD), de Gestão de Pessoas (PROGEP) e de Planejamento (PROPLAN), além da aprovação pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e pelo Conselho Universitário (Consu). De acordo com a pró-reitora de Graduação, Claudia Barin, somente após esse trâmite completo o curso fica autorizado a ser implantado.
Paralelamente, a UFSM negocia com o MEC a liberação de códigos de vagas docentes para viabilizar o funcionamento das novas formações. Segundo a reitora, a universidade deve receber 30 códigos em 2026 e outros 30 em 2027 — etapa apontada como fundamental para colocar os cursos em funcionamento.
Papel dos campi fora de sede
Martha Adaime destacou que os campi fora de sede tiveram papel relevante na construção das propostas. As equipes locais apresentaram alternativas para enfrentar o não preenchimento de vagas e a evasão estudantil, propondo cursos alinhados às características e às necessidades de cada região atendida pela universidade.
Com parte das propostas já recomendadas, a expectativa é de que os primeiros cursos comecem a funcionar em 2027, enquanto outros ficam previstos para 2028. A definição final ainda depende da conclusão dos trâmites internos na UFSM e da confirmação dos recursos e das vagas docentes junto ao MEC.
Com informações de ufsm.br
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