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Máquinas agrícolas podem ficar 25% mais caras com nova regra de emissões no Brasil

Proposta regulatória preocupa setor: entidade alerta para impacto nos custos operacionais, nos preços de alimentos e nos investimentos em descarbonização

13 de maio de 2026·Redação SulTV
Máquinas agricolas tem hoje importância fundamental nas atividades do setor.
Máquinas agricolas tem hoje importância fundamental nas atividades do setor.

Uma proposta de regulação de emissões para máquinas agrícolas pode elevar o preço de tratores e colheitadeiras em até 25% no Brasil, segundo alerta de entidade representativa do setor. O impacto preocupa especialmente o Rio Grande do Sul, estado com uma das maiores frotas de maquinário agrícola do país e onde a renovação de equipamentos é variável estratégica para a competitividade da soja, do arroz e da pecuária.

A proposta ainda tramita em fase regulatória, mas fabricantes e produtores já monitoram os desdobramentos com atenção. O encarecimento dos equipamentos pode representar milhares de hectares adicionais necessários para amortizar o investimento, especialmente na Metade Sul e na Fronteira Oeste, regiões onde a agricultura opera com margens apertadas.

Além do impacto direto no bolso do produtor, o setor alerta para efeitos colaterais da medida. Um dos principais riscos é a pressão sobre os preços de alimentos, já que o custo de produção tende a ser repassado ao consumidor final. Outro ponto de preocupação é a possível redução dos investimentos em descarbonização — efeito contrário ao objetivo declarado da norma.

Entidades do setor argumentam que, ao encarecer a modernização da frota, a regulação pode dificultar justamente a adoção de tecnologias mais limpas e eficientes. Por outro lado, fabricantes defendem a norma como caminho inevitável para a modernização e adequação ambiental do parque de máquinas agrícolas brasileiro. O debate deve se intensificar à medida que a proposta avança nos trâmites regulatórios.

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