Pular para o conteúdo
Notícias
Política

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações em debate presidencial

Encontro reuniu propostas sobre segurança, saúde e direitos trabalhistas, além de provocações e pedido de quebra de sigilo

19 de outubro de 2026·Redação SulTV
Lula e Flávio Bolsonaro durante debate presidencial realizado neste domingo (18)
Lula e Flávio Bolsonaro durante debate presidencial realizado neste domingo (18)

Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram neste domingo (18) de debate marcado por provocações, embates e necessidade de intervenção dos mediadores. O encontro reuniu questionamentos pessoais e a apresentação de propostas nas áreas de segurança pública, saúde e direitos trabalhistas.

Embates e propostas de segurança

Ainda no primeiro bloco, Lula questionou Flávio sobre R$ 134 milhões recebidos do banqueiro Daniel Vorcaro, a defesa de acusado de assassinar uma criança, a proximidade de assassinos da vereadora Marielle Franco e o voto contra a ampliação da licença-maternidade na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Flávio não respondeu aos questionamentos e fez perguntas sobre o filho de Lula, Fábio Luís, investigado por suposto esquema de tráfico de influência.

No debate de propostas, Flávio afirmou que pretende classificar facções criminosas como narcoterroristas e construir 500 mil vagas no sistema penitenciário. Lula reafirmou que criará o Ministério da Segurança Pública para definir os papéis de municípios, estados e União no combate à criminalidade.

SUS, saidinhas e escala 6x1

Sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), Flávio disse que indicaria o médico Cláudio Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, para instituir um 'padrão Einstein no SUS'. Lula afirmou que o adversário fala sobre o sistema sem jamais ter usado um serviço público de saúde e lembrou dos mais de 716 mil mortos na pandemia, citando o atraso na compra de vacinas.

Flávio criticou as saídas temporárias de presos, as chamadas 'saidinhas', citando os assassinatos de Renata Teles e de um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais. Lula defendeu a manutenção do benefício para presos de bom comportamento em recuperação, mas afirmou que condenados por estupro e crimes graves não deveriam recebê-lo.

Sobre o fim da escala 6x1, aprovada pelo Congresso Nacional, Flávio afirmou ter votado a favor da matéria após ouvir trabalhadores, mudando posição anterior. Lula rebateu dizendo que o adversário não conhece nem usa serviços públicos.

Quebra de sigilo e ação policial

No terceiro bloco, Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico de ambos e de familiares para apurar eventuais irregularidades antes das eleições. Flávio respondeu que não tinha nada a esconder, mas não confirmou expressamente aceitar a proposta, e acusou o presidente, sem provas, de manter recursos fora de suas contas.

Ao final do debate, o Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar de São Paulo foi acionado para investigar uma suspeita de bomba em um carro no estacionamento que pertenceria à equipe de Flávio Bolsonaro. Após varredura, nada foi encontrado e o local foi liberado.

📲 Receba as notícias da região no WhatsApp — siga o Canal da SulTV.

📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.