Impacto dos juros altos e escassez de crédito preocupa pequenos produtores
O cenário econômico para o setor agropecuário em 2026 apresenta desafios significativos, especialmente para as comunidades rurais da Costa Doce, no Rio Grande do Sul. Em entrevista à SulTV, Antonio da Luz, economista chefe da Casa Civil, para a falta de uma "luz no fim do túnel" no curto prazo, impulsionada por um desequilíbrio fiscal acentuado que mantém as taxas de juros em patamares elevados.

Em entrevista à SulTV, Antonio da Luz, economista chefe da Casa Civil, para a falta de uma "luz no fim do túnel" no curto prazo
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeO cenário econômico para o setor agropecuário em 2026 apresenta desafios significativos, especialmente para as comunidades rurais da Costa Doce, no Rio Grande do Sul. Em entrevista à SulTV, Antonio da Luz, economista chefe da Casa Civil, para a falta de uma "luz no fim do túnel" no curto prazo, impulsionada por um desequilíbrio fiscal acentuado que mantém as taxas de juros em patamares elevados. Mesmo com projeções de queda gradual na taxa Selic, a expectativa é que os índices permaneçam na casa dos 12% até dezembro, dificultando a sustentabilidade financeira de quem vive do campo.
A situação é ainda mais delicada para os pequenos e médios produtores rurais de Camaquã, Arambaré e municípios vizinhos. Historicamente dependentes de programas governamentais como o Pronaf, Pronamp e Proagro, essa parcela da população enfrenta a redução drástica dos recursos orçamentários discricionários. Com o aumento das despesas obrigatórias do governo federal, o montante destinado ao fomento agrícola tem ficado cada vez mais escasso.
O resultado direto desse gargalo é a migração forçada para o crédito livre bancário. Sem o subsídio de programas oficiais, os agricultores familiares acabam recorrendo a empréstimos com juros de mercado, que são consideravelmente mais altos e comprometem a rentabilidade das safras. A mudança na composição do endividamento — onde os recursos livres ocupam uma fatia cada vez maior — ameaça o crescimento do setor produtivo regional. Para os produtores da Costa Doce, o momento exige cautela extrema na gestão financeira para atravessar um ano de crédito caro e escasso. Confira a entrevista realizada durante o "Perspectivas para 2026" no canal do YouTube da SulTV:
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