Guaíba está a 1,34 m após alerta de cheia em Porto Alegre
Defesa Civil da capital projetava elevação para 2,55 metros; nenhum dos cinco rios da bacia chegou à cota de inundação.

O nível do Guaíba em Porto Alegre estava perto da normalidade no início de julho, mesmo após alerta preventivo de cheia emitido pela Defesa Civil da capital gaúcha na quarta-feira (1º), que apontava risco para moradores das ilhas e do extremo Sul da cidade. Segundo dados de estações hidrológicas de monitoramento, o nível marcava 1,32 metro no Cais Mauá e 1,34 metro no pórtico central da Avenida Sepúlveda ao meio-dia de domingo (5), valores próximos da média histórica de julho, de 1 metro, e distantes da cota de cheia de 2 metros.
Previsão de cheia não se confirmou no fim de semana
A Defesa Civil de Porto Alegre emitiu o alerta preventivo na quarta-feira (1º), citando chuva intensa no Norte do Rio Grande do Sul, em bacias de rios que desaguam no Guaíba. À época, a previsão indicava que o nível do rio, então em 1,34 metro, poderia chegar a 2,55 metros até o domingo (5), caracterizando uma cheia que afetaria diretamente as ilhas e o extremo Sul da capital.
O cenário não se confirmou. Ao meio-dia de domingo, as réguas de monitoramento registravam 1,32 metro no Cais Mauá, próximo à Rodoviária, e 1,34 metro no pórtico central da Avenida Sepúlveda — patamares abaixo até da cota de cheia (2 metros) e muito distantes do nível de transbordamento no Centro da capital, fixado em 3 metros.
Vento Sul, e não chuva, explicou a oscilação
O maior nível observado na semana ocorreu na sexta-feira (3), quando o Guaíba chegou a 1,57 metro. O movimento foi atribuído principalmente ao efeito do vento Sul sobre a Lagoa dos Patos, impulsionado pelo ingresso de uma massa de ar polar, e não ao volume de água descendo pelos rios da bacia. O nível recuou tão logo o vento perdeu força.
Nenhum dos cinco rios que desembocam no Guaíba — Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí — atingiu cota de inundação. O Taquari foi o que mais se elevou, em razão do volume de chuva concentrado no Norte da bacia, na altura do Rio das Antas, mas nas partes mais ao Sul, na Serra e nos vales, os volumes registrados ficaram abaixo do esperado.
A Defesa Civil de Porto Alegre mantém monitoramento dos níveis do Guaíba e das bacias que alimentam o rio, com atualizações periódicas para moradores das ilhas e do extremo Sul da capital. Como o Guaíba integra o mesmo sistema hídrico da Lagoa dos Patos, oscilações causadas por vento Sul ou por chuvas volumosas tendem a repercutir também em municípios ribeirinhos da região, o que reforça a importância de acompanhar os boletins oficiais nos próximos dias.
📲 Receba as notícias da região no WhatsApp — siga o Canal da SulTV.
📱 Acompanhe a SulTV no Facebook e no Instagram e fique por dentro do que importa na Costa Doce e no Sul do RS.
Mais de Clima

Semana com chuva e sol: confira como fica o tempo em Camaquã
Céu nublado, sol entre nuvens e pancadas de chuva se alternam nos próximos dias na Costa Doce.

Jacuí atinge 24,80 m e supera recorde de 1982 em Cachoeira do Sul
No Oeste do estado, os rios Ibirapuitã e Uruguai avançam sobre Alegrete e São Borja, com 29 pessoas desabrigadas.

Semana de chuva e instabilidade marca a previsão do tempo em Camaquã
Nebulosidade, pancadas de chuva e trovoadas isoladas devem acompanhar os próximos dias na região da Costa Doce.