Governo libera R$ 5,16 bilhões para BPC, RMV e remédios do SUS
Portaria nº 485/2026 remaneja R$ 4,726 bilhões só para BPC e Renda Mensal Vitalícia, sem elevar o gasto público federal.

O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou a liberação de um crédito suplementar de R$ 5,166 bilhões para reforçar o pagamento de benefícios sociais e a compra de remédios pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista na Portaria nº 485/2026 e remaneja recursos já existentes no orçamento federal, sem aumentar o gasto público total. Do valor total, R$ 4,726 bilhões — cerca de 90% — vai para o Fundo Nacional de Assistência Social, usado no pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e da Renda Mensal Vitalícia (RMV) por invalidez.
Reforço no BPC e na Renda Mensal Vitalícia
O Benefício de Prestação Continuada garante um salário mínimo por mês a pessoas com deficiência e a idosos de baixa renda que não têm outra fonte de sustento. A Renda Mensal Vitalícia atende quem ficou inválido e contribuiu por pelo menos 12 meses à Previdência antes da criação do BPC. Juntos, os dois benefícios vão receber R$ 4,726 bilhões do crédito suplementar, o equivalente a cerca de 90% do valor total liberado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
Mais recursos para remédios do SUS
A outra parte do crédito suplementar vai para o Fundo Nacional de Saúde, destinada à assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde. Os recursos financiam a aquisição e a distribuição de medicamentos da atenção básica, usados no dia a dia das unidades de saúde municipais. Também cobrem o fornecimento de remédios do componente especializado, voltados a tratamentos de maior custo e complexidade, distribuídos a diferentes estados do país.
De onde vêm os recursos remanejados
Segundo a Portaria nº 485/2026, a liberação não representa dinheiro novo no orçamento federal: o crédito é viabilizado pela anulação de dotações que estavam reservadas para outras despesas da União. Entre as fontes remanejadas estão valores de subvenções econômicas para operações agropecuárias, transferências do setor energético e despesas de pessoal de diferentes órgãos federais.
Também foram canceladas dotações ligadas a aposentadorias e pensões civis em universidades federais, institutos federais de educação e hospitais universitários. Outra parte veio de recursos que estavam reservados para benefícios previdenciários, assistência social, defesa nacional e demais ações de governo.
Com a Portaria nº 485/2026 já publicada, os órgãos responsáveis podem empenhar os valores liberados, o que deve agilizar nos próximos meses o pagamento dos benefícios e a reposição de estoques de medicamentos distribuídos pela rede pública. Para moradores da Costa Doce que recebem o BPC, a Renda Mensal Vitalícia ou dependem de remédios fornecidos pelo SUS, o reforço orçamentário federal tende a significar mais previsibilidade no acesso a esses serviços até o fim do ano.
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