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Golpe bancário dá prejuízo de R$ 300 mil a vítima de Canoas

Dois suspeitos foram presos em São Paulo nesta quarta-feira; um terceiro investigado está foragido e a Polícia Civil alerta para o mesmo tipo de golpe no Rio Grande do Sul.

28 de outubro de 2026·Redação SulTV
Imagem ilustrativa. Foto: Mikhail Nilov via Pexels
Imagem ilustrativa. Foto: Mikhail Nilov via Pexels

Duas pessoas foram presas nesta quarta-feira (28) em São Paulo, suspeitas de integrar um grupo responsável por um golpe bancário que resultou em prejuízo de R$ 300 mil a uma vítima de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Um terceiro investigado continua foragido. Conforme a delegada Luciane Bertoletti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, os criminosos se passaram por atendentes de instituições financeiras para convencer a vítima a transferir dinheiro sob o pretexto de proteger as contas de uma invasão.

Como o golpe se desenrolou em 14 dias

Durante as conversas, os golpistas afirmaram que terceiros estavam tentando acessar as contas bancárias da vítima e orientaram a realização de transferências como forma de 'proteger' os valores. A estratégia se baseou em falsidade ideológica, com os criminosos se apresentando como representantes dos bancos nos quais a pessoa mantinha contas.

A fraude se estendeu por aproximadamente 14 dias, período em que a vítima repassou R$ 230 mil em diversas transferências. Ao perceber o engano, a pessoa interrompeu os pagamentos e parou de responder às mensagens — momento em que os criminosos passaram a fazer ameaças e, por meio de extorsão, retiraram outros R$ 70 mil, levando o prejuízo total a R$ 300 mil.

Rede de laranjas e conversão em criptomoedas

As investigações identificaram uma estrutura usada para movimentar e distribuir o dinheiro obtido com a fraude. Segundo a Polícia Civil, os valores eram encaminhados a diferentes contas vinculadas a intermediários — os chamados laranjas — e parte dos recursos era rapidamente convertida em criptomoedas, dificultando o rastreamento.

A operação desta quarta-feira, realizada em São Paulo, resultou na prisão de dois investigados. As autoridades ainda procuram um terceiro suspeito apontado como integrante do esquema, e o caso segue sob investigação da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.

Como se proteger de golpes com esse padrão

A Polícia Civil reforça que esse tipo de abordagem — contato inesperado alegando problema na conta bancária — pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer cidade do Rio Grande do Sul, incluindo a Costa Doce. A orientação é nunca repassar senhas, códigos de autenticação ou outras informações sigilosas durante ligações ou mensagens não solicitadas.

Diante de qualquer suspeita, a recomendação é interromper imediatamente o contato e buscar o banco apenas pelos canais oficiais — aplicativo, agência ou telefone cadastrado — para confirmar a real situação da conta antes de realizar qualquer transferência.

O caso de Canoas reforça o alerta sobre fraudes que exploram o medo de perder dinheiro para pressionar vítimas a agir sem verificação prévia. A Polícia Civil mantém as buscas pelo suspeito foragido, e a recomendação às famílias da Costa Doce é redobrar a atenção a contatos não solicitados que se apresentem como bancos, especialmente quando pedem agilidade ou sigilo nas transações.

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