Família relata morte de bebê após falta de leito em UTI neonatal em Camaquã
Mesmo com liminar judicial, transferência para Porto Alegre não ocorreu a tempo, segundo relato da gestante

Uma gestante de Camaquã, na Zona Sul do Rio Grande do Sul, relatou momentos de angústia após a morte do recém-nascido diante da falta de uma vaga em UTI neonatal. Marilete Aguiar foi internada no Hospital Nossa Senhora Aparecida com 33 semanas de gestação e complicações graves, incluindo diminuição do líquido amniótico, sem conseguir a transferência necessária a tempo.
O relato da gestante
Segundo o relato, após exames constatarem a necessidade de atendimento especializado, a paciente foi inserida no sistema de regulação do estado (Gerint) para transferência a uma UTI neonatal. A vaga, no entanto, não foi disponibilizada em tempo hábil.
Mesmo com uma liminar judicial obtida pela família, determinando a vaga ou o custeio do atendimento na rede privada, a transferência não foi efetivada de forma célere. A gestante permaneceu na unidade local, sem o suporte necessário, até que os batimentos cardíacos do bebê cessaram.
O óbito do recém-nascido ocorreu antes que ele pudesse ser transferido para Porto Alegre.
Debate sobre a rede de saúde
O caso gerou comoção na comunidade e levanta debates sobre a eficácia dos encaminhamentos médicos e a urgência no atendimento a gestantes de alto risco na rede pública de saúde da região.
O assunto será tema desta sexta-feira (02), durante o programa Redação SulTV, às 18h.
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