Falta de energia atinge 80% de Chuvisca e prefeito cobra Equatorial
Mais de 700 unidades consumidoras seguem sem luz; escola e posto de saúde da zona norte estão entre os afetados.

Um apagão que atinge cerca de 80% dos consumidores de Chuvisca levou o prefeito Marcio Konflanz a cobrar publicamente mais agilidade da concessionária CEEE Equatorial no restabelecimento da energia elétrica. Segundo o gestor, mais de 700 unidades consumidoras estão sem luz, atingindo praticamente toda a zona rural e parte do perímetro urbano do município, na região da Costa Doce.
Escola e posto de saúde ficam sem energia
A Escola Municipal Santa Luzia, que atende 300 alunos, e a unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF) da área norte permanecem sem energia elétrica, o que prejudica o atendimento à população. O agravamento do apagão está ligado à queda de um eucalipto de grande porte sobre a rede elétrica, próximo à rodovia RS-350, que comprometeu a estrutura e interrompeu o fornecimento em diversas residências.
A situação levou moradores a realizar, na tarde de terça-feira (22), uma manifestação pacífica na RS-350, cobrando o envio de equipes operacionais da CEEE Equatorial ao local. Até o momento, a concessionária não divulgou prazo oficial para a conclusão dos reparos e a normalização integral do sistema na região.
Prefeitura oferece maquinário e cobra retorno
Konflanz afirmou que o município vem tentando dialogar de hora em hora com a representação regional e a superintendência da CEEE Equatorial na Costa Doce, sem obter solução. "A gente vem de hora em hora cobrando, indo até a concessionária, mas nada é solucionado. São somente promessas que não são cumpridas. É quase um descaso com a nossa população", afirmou o prefeito, em pronunciamento nas redes sociais.
Para tentar agilizar a normalização, a prefeitura oficializou a oferta de maquinário pesado das secretarias municipais de Obras e Agricultura, para auxiliar na liberação e recuperação das redes. "O que for necessário de máquinas para ajudar a restabelecer a energia, está à disposição. Já foi colocado, mas não tivemos retorno deles", relatou o gestor.
Problema se repete em outros municípios da região
Konflanz destacou que o colapso no fornecimento de energia não é exclusividade de Chuvisca. Em conversas com prefeitos vizinhos, como o de Dom Feliciano, ele confirmou que a instabilidade no serviço é generalizada em municípios da Costa Doce. "É uma situação muito delicada. Não sei o que vai acontecer com essa Equatorial, mas requer uma ação urgente", cobrou o prefeito.
A prefeitura de Chuvisca informou que segue cobrando um posicionamento oficial da CEEE Equatorial sobre o cronograma de reparos. Até a publicação desta matéria, moradores da zona rural e da área urbana afetada permaneciam sem previsão de retorno da energia elétrica, aguardando a normalização do fornecimento.
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