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Estudo da UE aponta Brasil entre países mais afetados por novas restrições comerciais

Levantamento interno da Comissão Europeia prevê interrupção temporária das exportações brasileiras de frango e mel a partir de 3 de setembro e alta de até 332% no preço do café ao consumidor europeu

30 de agosto de 2026·Redação SulTV
Reprodução/SulTV
Reprodução/SulTV

Um estudo interno da própria Comissão Europeia aponta o Brasil como um dos países que mais podem ser afetados caso o bloco avance com novas restrições comerciais no setor agropecuário.

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Segundo o levantamento, a partir do dia 3 de setembro as exportações brasileiras de carne de frango e mel para a União Europeia podem sofrer interrupção temporária, resultado de uma auditoria sobre o uso de antimicrobianos na pecuária nacional. É esse prazo, já em contagem regressiva, que coloca o setor exportador brasileiro em alerta nas próximas semanas. O documento avalia que, se os países exportadores não se adaptarem às novas exigências europeias, o resultado pode ser uma forte alta de preços para o próprio consumidor do bloco — e não apenas para o produtor brasileiro.

O caso do café é citado como exemplo do tamanho do impacto: a estimativa da Comissão Europeia é de alta de até 332% no preço pago pelo consumidor europeu, cenário que o próprio estudo classifica como politicamente insustentável para os governos do bloco.

O relatório também detalha o alcance das novas exigências sanitárias: das 976 substâncias ativas ainda não aprovadas pela União Europeia, apenas 80 atendem aos critérios de maior risco. Ainda assim, 52,8% das exportações brasileiras de produtos tratados com agroquímicos já passam por algum tipo de controle, segundo o levantamento — um indicativo de que parte do setor já opera dentro dos parâmetros mais rígidos cobrados pelos europeus.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Márcio Elias Rosa, afirma que a pasta mantém expectativa favorável e que eventuais entraves serão superados ao longo da fase de adaptação do acordo Mercosul-União Europeia, em vigor desde maio deste ano. Para o governo brasileiro, o desafio agora é reunir os dados técnicos que comprovem a adequação do país às novas regras antes do prazo de 3 de setembro.

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