Escândalo no Inter: veja quem foi condenado pelo desvio de milhares de reais
A integridade nas instituições esportivas voltou ao centro do debate jurídico no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira, 5 de março, a 2ª Vara Estadual de Porto Alegre proferiu uma sentença que atinge figuras conhecidas do cenário esportivo gaúcho.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve a condenação de sete pessoas envolvidas
A integridade nas instituições esportivas voltou ao centro do debate jurídico no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira, 5 de março, a 2ª Vara Estadual de Porto Alegre proferiu uma sentença que atinge figuras conhecidas do cenário esportivo gaúcho. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) obteve a condenação de sete pessoas envolvidas em um esquema de fraudes, lavagem de dinheiro e obstrução de investigações que gerou um prejuízo superior a R$ 260 mil aos cofres do Sport Club Internacional.
O caso, que repercute em toda a Zona Sul do estado devido à grande massa de torcedores e consulados na região, teve origem em investigações iniciadas em 2020. Os crimes ocorreram majoritariamente entre 2015 e 2016. Segundo a denúncia do promotor Flávio Duarte, o então vice-presidente jurídico do clube utilizou seu cargo para inserir cláusulas fraudulentas em acordos trabalhistas e contratos de prestação de serviços. A manobra induziu a instituição ao erro, desviando recursos para benefício próprio e de terceiros.
A sentença detalha que o esquema envolvia pagamentos simulados a atletas e advogados externos. Em um dos episódios, uma cláusula fraudulenta em um acordo trabalhista resultou no desvio de R$ 138 mil. Outro acerto com um ex-jogador causou prejuízo de R$ 70 mil, enquanto contratos de serviços advocatícios foram usados para desviar outros R$ 52 mil. Para esconder a origem ilícita, os valores circulavam por contas de empresas e terceiros, configurando lavagem de dinheiro.
As penas aplicadas variam de 6 a 14 anos de reclusão. O ex-dirigente recebeu a maior sanção, em regime fechado, por liderar a organização. Outros condenados incluem advogados, um operador financeiro e um ex-atleta. Além das prisões, a Justiça determinou que os R$ 260 mil sejam integralmente restituídos ao clube, com as devidas correções e juros. A decisão reforça o papel da fiscalização rigorosa sobre a gestão de recursos em entidades de grande apelo popular no estado.
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