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Entenda o golpe da revenda em Pelotas que causou prejuízo de R$ 1,7 milhão

Uma decisão judicial histórica, motivada por pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis de uma revenda de automóveis em Pelotas.

19 de março de 2026·Redação SulTV
Foto: Ministério Publico - Reprodução
Foto: Ministério Publico - Reprodução

O inquérito civil revelou um padrão de atuação recorrente da empresa

Uma decisão judicial histórica, motivada por pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis de uma revenda de automóveis em Pelotas. A medida, expedida pela Vara Estadual de Ações Coletivas, visa garantir o ressarcimento de dezenas de famílias da Zona Sul que foram vítimas de um esquema de estelionato que já soma um prejuízo apurado de R$ 1.719.936,94.

O inquérito civil revelou um padrão de atuação recorrente da empresa: consumidores eram atraídos por propostas de venda de seus veículos com valores próximos à Tabela Fipe. No entanto, após entregarem os automóveis mediante promessa de pagamento parcelado, os proprietários originais não recebiam os valores. A revenda então repassava os carros a terceiros por preços inferiores, sem quitar a dívida com as vítimas. O caso ganhou novos contornos nesta terça-feira (17), com a prisão preventiva do proprietário da empresa realizada pela Polícia Civil em Pelotas.

A investigação contou com suporte fundamental do Procon de Pelotas e registros de ocorrência policial que confirmaram a fraude. De acordo com o promotor de Justiça José Alexandre Zachia Alan, da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Pelotas, o bloqueio patrimonial é uma etapa essencial para evitar a dilapidação de bens, especialmente após os responsáveis alegarem dificuldades financeiras e anunciarem a suspensão das atividades.

A restrição judicial atinge diretamente o patrimônio da empresa e de seus sócios até o limite do valor total do prejuízo. A atuação do Ministério Público reforça a vigilância contra crimes de consumo na região, buscando assegurar que os cidadãos lesados tenham meios de recuperar seus investimentos diante de descumprimentos contratuais reiterados que afetaram a economia local.

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