Entenda como renegociar dívidas rurais e garantir o futuro da próxima safra
- Redação SulTV

- há 13 minutos
- 2 min de leitura
O agronegócio brasileiro, setor fundamental para a economia nacional e para o desenvolvimento da Zona Sul do Rio Grande do Sul, ganha um novo fôlego após o anúncio de um acordo para a renegociação de dívidas dos produtores rurais. A medida, construída em conjunto pelo Ministério da Fazenda, Câmara dos Deputados e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), será oficializada por meio de uma Medida Provisória, com o objetivo de reduzir a inadimplência e garantir a continuidade da produção.
O acordo foca no atendimento aos produtores que enfrentam dificuldades devido a mudanças climáticas — como estiagens e inundações — e variações de preços internacionais. Para quem sofreu perdas significativas, os prazos de pagamento poderão chegar a oito anos, com dois anos de carência, sem a necessidade de entrada. Em casos de perdas acumuladas em três safras, o prazo se estende para dez anos. As taxas de juros foram escalonadas conforme o porte do produtor e a linha de crédito, incluindo Pronaf, Pronamp e produtores de maior porte.

Um ponto central da negociação é a inclusão das Cédulas de Produto Rural (CPRs) no rol de renegociações, atendendo a uma demanda antiga do setor. Além disso, a MP prevê o reaproveitamento de garantias já oferecidas em contratos anteriores, evitando que o produtor precise dispor de novos ativos em um momento de fragilidade financeira. O governo também sinalizou a criação de um fundo garantidor estruturante, com aporte de até R$ 2 bilhões da União, para oferecer maior segurança jurídica e financeira a médio e longo prazo.
Com a publicação da medida, os bancos, com destaque para o Banco do Brasil, estarão aptos a processar os pedidos de renegociação. A expectativa é que mais de R$ 100 bilhões em dívidas possam ser abrangidos pela iniciativa. O governo também estabeleceu uma suspensão de 30 dias nas parcelas que vencem a partir desta quarta-feira, 15 de julho, garantindo tempo hábil para que os produtores organizem a documentação necessária junto às instituições financeiras e deem seguimento aos investimentos para a próxima safra.




Comentários