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Clima

Encontro estadual debate arboviroses e alerta para dengue no RS diante das mudanças climáticas

Evento em Porto Alegre reuniu profissionais de saúde de todo o Estado para qualificar prevenção, diagnóstico e manejo clínico

25 de setembro de 2026·Redação SulTV
Encontro Estadual de Arboviroses reuniu profissionais de saúde de todo o RS em Porto Alegre
Encontro Estadual de Arboviroses reuniu profissionais de saúde de todo o RS em Porto Alegre

Profissionais de vigilância e assistência de municípios e Coordenadorias Regionais de Saúde de todo o Rio Grande do Sul participaram, entre quarta (23/9) e quinta-feira (24/9), do Encontro Estadual de Arboviroses, em Porto Alegre. Realizado no auditório do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), o evento foi promovido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES) e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), com foco em qualificar as ações de prevenção, diagnóstico e manejo clínico diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos.

Panorama da dengue no Estado

Na abertura, a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Cevs, Roberta Vanacor, apresentou o panorama da dengue no Rio Grande do Sul. Segundo ela, 2022 marcou o primeiro grande alerta, com 66 óbitos e forte expansão territorial da transmissão. Em 2023, houve leve redução, com 54 óbitos, mas acompanhada da ampliação da circulação viral e da infestação do mosquito Aedes aegypti.

O cenário mudou drasticamente em 2024, com mais de 200 mil casos, 281 óbitos e transmissão consolidada em praticamente todo o território gaúcho. Em 2025, houve redução, mas a transmissão se manteve sustentada. Para 2026, até o momento, foram registrados três óbitos. Apesar da queda nos números, o sinal de alerta segue ativado.

Vigilância permanente e resposta intersetorial

“A vigilância epidemiológica vai muito além de contar casos. Ela contempla prever mudanças de cenário, propor ações assertivas e sensibilizar gestores para a percepção de risco, em um trabalho articulado com a assistência”, afirmou Roberta. Segundo ela, com um clima cada vez mais variável e o vetor amplamente distribuído, o vírus continua circulando por todo o Estado, o que torna indispensável a percepção constante de risco, mesmo em períodos de baixa transmissão.

“A mudança climática veio para ficar e, por isso, a vigilância deve estar preparada e em comunicação permanente com os gestores. É fundamental a articulação entre assistência, vigilância epidemiológica e vigilância ambiental”, reforçou. Conforme o Cevs, a SES atuou nas notificações, no monitoramento de indicadores, na estratificação de risco, na análise territorial e na integração das informações.

Programação e troca de experiências

Promovido pela Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE/Cevs/SES) com apoio do Cremers, o encontro debateu fluxos laboratoriais, estratégias de vacinação, manejo clínico da dengue, síndrome congênita associada ao Zika vírus e os impactos das mudanças climáticas no controle das arboviroses.

O evento também reuniu experiências exitosas de municípios, selecionadas por uma comissão independente, com destaque para trabalhos de Caxias do Sul, Cachoeira do Sul e Serafina Corrêa, envolvendo geoprocessamento, recursos pedagógicos e mapeamento de território na vigilância em saúde.

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