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Embrapa transforma dejeto de suíno em fertilizante e reduz importação no RS

Produto à base de estruvita supriu até 50% da demanda por fósforo em experimentos — alternativa estratégica para o RS, maior produtor de suínos do país

11 de maio de 2026·Redação SulTV
Dejetos suínos processados viram fertilizante rico em fósforo na Embrapa — alternativa à importação
Dejetos suínos processados viram fertilizante rico em fósforo na Embrapa — alternativa à importação

A Embrapa desenvolveu um fertilizante à base de estruvita, mineral extraído do processamento de dejetos suínos, capaz de suprir até metade da necessidade de fósforo nas lavouras. A tecnologia ganha relevância estratégica no Rio Grande do Sul, estado que concentra o maior rebanho suíno do Brasil e depende fortemente de fertilizantes fosfatados importados para sustentar a produção agrícola.

Segundo experimentos conduzidos pela instituição, o produto conseguiu substituir até 50% da demanda por fósforo em cultivos testados. A iniciativa transforma um passivo ambiental em insumo de valor, reduzindo a pressão sobre rios e solos causada pelo descarte inadequado de dejetos da suinocultura.

A Embrapa Suínos e Aves lidera o desenvolvimento da tecnologia, que já avança para etapas de validação em campo com produtores parceiros. O fertilizante à base de estruvita surge como alternativa para reduzir custos de produção e diminuir a dependência de importações, especialmente de países como Rússia e Marrocos, principais fornecedores de fosfatos ao Brasil.

Para o Rio Grande do Sul, a solução representa um ganho duplo: resolve parte do problema ambiental gerado pela suinocultura concentrada e fortalece a competitividade da agricultura gaúcha ao oferecer fonte local de nutriente essencial. A tecnologia pode beneficiar especialmente regiões como a Serra Gaúcha e o Oeste do estado, onde a produção de suínos é intensa.

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