Delegado detalha fraude em licitações com atestados falsos em Guaíba
Instituto-Geral de Perícias analisa metadados de arquivos digitais para comprovar as falsificações apontadas pela Polícia Civil.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul detalhou uma operação em andamento que apura fraudes em licitações públicas e o uso de documentos falsificados em municípios do estado, com um caso de atestados falsos identificado em Guaíba. O delegado Cassiano Cabral, responsável pela investigação, explicou que o Instituto-Geral de Perícias (IGP) atua na comprovação pericial dos metadados dos arquivos suspeitos, etapa que sustenta tecnicamente as apurações sobre a autenticidade dos documentos usados nos processos administrativos.
Atestados falsos usados em processos de licitação
Segundo o delegado Cassiano Cabral, a investigação identificou atestados falsificados utilizados em Guaíba dentro de processos ligados a licitações públicas. Os documentos teriam sido apresentados para simular requisitos de habilitação ou comprovação de serviços prestados, prática que distorce a concorrência entre empresas e pode favorecer quem não cumpria as exigências legais do certame.
A apuração integra uma frente mais ampla da Polícia Civil, voltada a identificar esquemas de falsificação documental que afetam contratações públicas em diferentes municípios gaúchos. O delegado afirmou que o avanço das provas depende da análise técnica de cada documento suspeito antes de qualquer responsabilização formal dos envolvidos.
IGP confirma adulteração pela análise de metadados
A comprovação da fraude passa pelo trabalho pericial do Instituto-Geral de Perícias (IGP), responsável por examinar os metadados dos arquivos digitais apontados como falsos. Essa análise permite identificar informações como data real de criação e edição, programa utilizado e eventuais alterações posteriores ao documento original, elementos que ajudam a comprovar a adulteração diante da Justiça.
Cassiano Cabral destacou que esse tipo de perícia tem se tornado decisivo em investigações de fraude documental, já que boa parte dos atestados e certidões hoje circula em formato digital antes de ser impressa ou protocolada nos processos administrativos e licitatórios.
A Polícia Civil não informou prazo para a conclusão da operação, mas a expectativa é de que novas diligências e laudos periciais do IGP sejam incorporados à investigação nas próximas semanas. Casos de fraude em licitações e documentos falsos tendem a gerar desdobramentos em outros municípios do Rio Grande do Sul à medida que a apuração avança, reforçando a atenção sobre a autenticidade de documentos usados em processos públicos. A SulTV acompanha o desenrolar do caso e deve atualizar a cobertura caso novas informações sejam confirmadas pela Polícia Civil.
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