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SegurançaGuaíba

Delegado detalha fraude em licitações com atestados falsos em Guaíba

Instituto-Geral de Perícias analisa metadados de arquivos digitais para comprovar as falsificações apontadas pela Polícia Civil.

29 de outubro de 2026·Redação SulTV
Perícia técnica analisa metadados de documentos suspeitos de falsificação em investigação da Polícia Civil
Perícia técnica analisa metadados de documentos suspeitos de falsificação em investigação da Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul detalhou uma operação em andamento que apura fraudes em licitações públicas e o uso de documentos falsificados em municípios do estado, com um caso de atestados falsos identificado em Guaíba. O delegado Cassiano Cabral, responsável pela investigação, explicou que o Instituto-Geral de Perícias (IGP) atua na comprovação pericial dos metadados dos arquivos suspeitos, etapa que sustenta tecnicamente as apurações sobre a autenticidade dos documentos usados nos processos administrativos.

Atestados falsos usados em processos de licitação

Segundo o delegado Cassiano Cabral, a investigação identificou atestados falsificados utilizados em Guaíba dentro de processos ligados a licitações públicas. Os documentos teriam sido apresentados para simular requisitos de habilitação ou comprovação de serviços prestados, prática que distorce a concorrência entre empresas e pode favorecer quem não cumpria as exigências legais do certame.

A apuração integra uma frente mais ampla da Polícia Civil, voltada a identificar esquemas de falsificação documental que afetam contratações públicas em diferentes municípios gaúchos. O delegado afirmou que o avanço das provas depende da análise técnica de cada documento suspeito antes de qualquer responsabilização formal dos envolvidos.

IGP confirma adulteração pela análise de metadados

A comprovação da fraude passa pelo trabalho pericial do Instituto-Geral de Perícias (IGP), responsável por examinar os metadados dos arquivos digitais apontados como falsos. Essa análise permite identificar informações como data real de criação e edição, programa utilizado e eventuais alterações posteriores ao documento original, elementos que ajudam a comprovar a adulteração diante da Justiça.

Cassiano Cabral destacou que esse tipo de perícia tem se tornado decisivo em investigações de fraude documental, já que boa parte dos atestados e certidões hoje circula em formato digital antes de ser impressa ou protocolada nos processos administrativos e licitatórios.

A Polícia Civil não informou prazo para a conclusão da operação, mas a expectativa é de que novas diligências e laudos periciais do IGP sejam incorporados à investigação nas próximas semanas. Casos de fraude em licitações e documentos falsos tendem a gerar desdobramentos em outros municípios do Rio Grande do Sul à medida que a apuração avança, reforçando a atenção sobre a autenticidade de documentos usados em processos públicos. A SulTV acompanha o desenrolar do caso e deve atualizar a cobertura caso novas informações sejam confirmadas pela Polícia Civil.

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