Debate na Expoagas reúne dois dos quatro candidatos ao Governo do RS
Zucco e Juliana Brizola não compareceram ao painel com o setor supermercadista gaúcho, que emprega 160 mil pessoas no Estado

A Expoagas 2026, maior feira do setor supermercadista gaúcho, recebeu nesta terça-feira um painel com candidatos ao Governo do Rio Grande do Sul, na Fiergs, em Porto Alegre. Dos quatro convidados, apenas dois compareceram: Gabriel Sousa e Marcelo Mananata. Zucco e Juliana Brizola desmarcaram a participação.
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeCríticas às ausências
Marcelo Mananata, que vem do varejo, criticou duramente os concorrentes ausentes: "Mostra aí um pouco de prepotência, arrogância, desrespeito com o eleitor, descompromisso... falta de compromisso em apresentar um plano pro Rio Grande do Sul", afirmou. Segundo ele, o mesmo padrão se repetiu em outros debates setoriais da campanha, com a rede hoteleira, restaurantes, parques temáticos e hospitais — e também com o agronegócio, que responde por 40% do PIB gaúcho. "São só 45 dias [de período eleitoral]... eu imaginei que nesse período nós teríamos os candidatos completamente comprometidos, de se apresentar ao povo gaúcho, de falar das suas propostas", disse.
Propostas de Gabriel Sousa
Gabriel Sousa defendeu a manutenção da alíquota de ICMS mais baixa do Brasil, de 17% — ante 18% no Paraná e em São Paulo e 19,5% em outros estados — e disse preparar o Estado para a reforma tributária, que deve extinguir o imposto. Citou avanços na desburocratização, como a abertura de empresas em até 10 minutos com apoio da assistente de inteligência artificial "Guria" e a digitalização de 96% dos serviços públicos, e afirmou que o setor supermercadista, que emprega 160 mil pessoas no Rio Grande do Sul, "merece muito nosso respeito".
Bandeiras de Marcelo Mananata
Mananata, que cita a experiência à frente da administração de seu município, onde o tempo médio para abrir um negócio caiu de três ou quatro meses para 15 horas, defendeu um Estado mais enxuto e classificou como "inaceitável" qualquer aumento de imposto. Ele também citou a fiscalização sanitária sobre produtos e a dificuldade de doar mercadorias vencidas a instituições assistenciais como exemplos da burocracia que pesa sobre o setor supermercadista.
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