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Crise do diesel ameaça parar colheitadeiras em Camaquã: entenda o risco

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Em entrevista ao programa Redação SulTV, o presidente da Associação dos Arrozeiros de Camaquã, Volzear Longaray, trouxe um panorama preocupante sobre o setor


Crise do diesel ameaça parar colheitadeiras em Camaquã: entenda o risco | Foto: Dãniel Nunes - SulTV
Crise do diesel ameaça parar colheitadeiras em Camaquã: entenda o risco | Foto: Dãniel Nunes - SulTV


Em entrevista exclusiva ao programa Redação SulTV nesta segunda-feira (09), o presidente da Associação dos Arrozeiros de Camaquã, Volzear Longaray, trouxe um panorama preocupante sobre o setor em meio ao início da safra 2025/2026. O principal entrave no momento não é o clima, mas sim a logística e o custo de insumos básicos, como o óleo diesel.


A Crise do Combustível em Plena Safra

O ponto mais crítico abordado por Longaray foi a escassez de óleo diesel que atinge as propriedades rurais. Segundo o dirigente, muitos produtores possuem capacidade de armazenamento para apenas uma semana de trabalho, o que gera o risco real de interrupção das colheitadeiras. Além da dificuldade de encontrar o produto, o preço disparou, chegando a custar entre R$ 1,00 e R$ 2,00 a mais por litro em comparação ao período anterior à safra.


"Estamos vendendo o produto abaixo do custo de produção e pagando muito mais caro pelo combustível no momento de pico de consumo", lamentou Longaray, ressaltando que a Federarroz e a Farsul já estão em tratativas com a Petrobras para esclarecer as falhas na distribuição.


Ajuste de Área e Mercado

Para tentar equilibrar os preços e evitar prejuízos maiores, o setor arrozeiro gaúcho reduziu a área plantada. No Rio Grande do Sul, a área caiu de 970 mil para 890 mil hectares. Longaray explicou que o excesso de oferta em anos anteriores desestimulou o plantio, e que o foco agora é a diversificação, com a rotação de culturas como soja, canola e pecuária.


Exportação como Válvula de Escape

Um ponto positivo destacado foi o sucesso das exportações. Somente na safra passada, a cooperativa local exportou mais de 460 mil sacos de arroz. A estratégia de buscar mercados externos e a nova subvenção anunciada pela Conab são vistas como essenciais para "enxugar" o mercado interno e garantir uma remuneração minimamente justa ao produtor.


Importância da Barragem do Arroio Duro

Longaray também reforçou o papel estratégico da Associação dos Usuários do Perímetro de Irrigação do Arroio Duro (AUD). Ele destacou que a barragem irriga cerca de 62 mil hectares e é uma garantia de segurança hídrica não só para o agro, mas para o consumo humano em Camaquã. Confira a entrevista completa no canal do YouTube da SulTV:


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