Arroz gaúcho: estudo aponta novos mercados e desafios para exportação na Zona Sul
- Redação SulTV

- há 4 horas
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Levantamento da Câmara Setorial do Arroz identifica África e Sudeste Asiático como mercados promissores para o grão.

São
A produção de arroz é um dos pilares econômicos da Zona Sul do Rio Grande do Sul, região que se destaca pela alta produtividade e qualidade do grão tipo longo fino. Um recente levantamento solicitado pela Câmara Setorial do Arroz ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) mapeou as principais oportunidades e entraves para o produto brasileiro no cenário internacional, oferecendo diretrizes estratégicas para o setor arrozeiro gaúcho.
De acordo com o estudo, desenvolvido em conjunto com os adidos agrícolas brasileiros nas embaixadas, países como Nigéria, Filipinas e Angola apresentam o maior potencial de expansão. A Nigéria, com um déficit estrutural de produção, projeta importar 3,2 milhões de toneladas, enquanto as Filipinas se consolidam como um dos maiores importadores mundiais, com demanda de 4,7 milhões de toneladas em 2024. Já em Angola, a oportunidade reside no envio de arroz em casca para abastecer as indústrias de beneficiamento locais que possuem capacidade ociosa.
Na América Latina, a Costa Rica segue como um mercado consolidado, onde 70% do arroz importado já é de origem brasileira. O Peru também aparece como prioridade devido ao alto consumo per capita, que chega a 65 kg por ano. Por outro lado, mercados desenvolvidos como Japão e Coreia do Sul permanecem de difícil acesso devido ao forte protecionismo e tarifas que podem atingir 513%, além da preferência pelo arroz do tipo curto (japônica).
Para ampliar as exportações, o relatório recomenda foco em países com déficit de produção e atuação diplomática para a derrubada de barreiras fitossanitárias. A estratégia visa fortalecer a competitividade do arroz irrigado gaúcho frente aos grandes exportadores asiáticos.




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