Modernização do crédito pode injetar R$ 800 bilhões no agronegócio e impulsionar o Sul
- Redação SulTV

- há 2 dias
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Chamada de Lei do Agro 3, proposta amplia a participação do mercado de capitais e do capital estrangeiro no financiamento do setor

O agronegócio na Zona Sul do Rio Grande do Sul, pilar fundamental da economia em cidades como Camaquã e São Lourenço do Sul, vive um momento de expectativa diante de novas propostas para o financiamento do setor. Segundo estimativas apresentadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a modernização do sistema de crédito rural e o maior envolvimento do mercado de capitais têm o potencial de aportar mais de R$ 800 bilhões ao setor produtivo brasileiro. Essa mudança é vista como essencial para reduzir a dependência exclusiva de recursos subsidiados pelo governo federal.
O debate ganha força em um período de transição para o próximo Plano Safra. A proposta central foca em desburocratizar o acesso ao crédito e fortalecer instrumentos como a Cédula de Produto Rural (CPR) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Para o produtor gaúcho, que enfrenta desafios climáticos e custos de produção variáveis, a diversificação das fontes de financiamento significa maior autonomia para investir em tecnologia e infraestrutura, garantindo a sustentabilidade da produção de grãos e da pecuária na região.
Além do volume financeiro, a modernização busca atrair o investidor privado para o campo. Com o setor atingindo patamares recordes de produtividade, o modelo atual de crédito oficial já não supre toda a demanda por capital de giro e investimentos de longo prazo. A estratégia defendida pela FPA sugere que, ao criar um ambiente de negócios mais seguro e transparente, o agro brasileiro conseguirá captar recursos com custos competitivos, beneficiando desde o pequeno produtor até as grandes cooperativas do Sul do Estado.
A integração entre políticas públicas e capital privado é apontada como a solução para manter o crescimento do PIB agropecuário. Especialistas destacam que a medida não substitui o apoio governamental, mas o complementa, permitindo que o Estado foque recursos em seguros agrícolas e programas de apoio ao pequeno agricultor, enquanto o mercado sustenta a expansão tecnológica das propriedades rurais.




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