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Clima

Ciclone traz vendavais de até 150 km/h e risco de falta de luz no RS

Ventos intensos devem atingir a Metade Sul do estado da tarde desta quinta até a tarde de sexta-feira.

06 de agosto de 2026·Redação SulTV
Céu carregado de nuvens de tempestade sobre cidade do Sul do RS antes da chegada do ciclone
Céu carregado de nuvens de tempestade sobre cidade do Sul do RS antes da chegada do ciclone

O Rio Grande do Sul entra em alerta para tempo severo entre a tarde desta quinta-feira (6) e a manhã de sexta-feira (7), com a formação de um ciclone extratropical intenso ao largo do Oceano Atlântico. A previsão meteorológica aponta rajadas de vento entre 70 km/h e 100 km/h na maioria das cidades gaúchas, podendo chegar a 150 km/h em pontos com tempestades mais severas, com risco elevado de estragos e queda de energia elétrica em grande escala.

Ciclone se forma com rapidez sobre o Uruguai

O contraste entre uma massa de ar quente que atua sobre o Sul do Brasil e o ar frio no Sul da Argentina intensifica, ao longo desta quinta-feira, um centro de baixa pressão sobre o Uruguai. O processo dá início a uma ciclogênese, ou seja, a formação de um ciclone, que deve ocorrer com grande rapidez, organizando chuva e tempestades fortes a severas entre o Centro da Argentina e o Uruguai.

A linha de instabilidade associada a esse ciclone deve avançar rapidamente pelo Rio Grande do Sul entre o meio da tarde e a noite desta quinta-feira, chegando a Porto Alegre e região no fim do dia, e atingir pontos mais ao Norte e ao Nordeste do estado já no início da sexta-feira. O maior risco de vendavais intensos a localmente destrutivos está concentrado no Oeste, Centro e Sul do Rio Grande do Sul.

Vento forte deve seguir até a tarde de sexta na Metade Sul

Depois da passagem da linha de instabilidade, o ciclone já formado sobre o Oceano Atlântico deve se intensificar rapidamente em mar aberto, mantendo vento ciclônico forte a intenso por várias horas entre a madrugada e o meio da tarde de sexta-feira. As rajadas mais fortes e persistentes devem se concentrar nas Metades Sul e Leste do estado, área que reúne cidades como Camaquã, Tapes, São Lourenço do Sul e Pelotas.

A combinação dos dois episódios de vento — o vendaval de curta duração na passagem da frente fria e o vento ciclônico prolongado que vem depois dela — eleva o risco de queda de árvores, danos a estruturas e interrupções na rede elétrica em grande escala em diversas cidades gaúchas.

Chuva forte, granizo e risco de fenômenos isolados

Além do vento, a linha de tempestades deve trazer chuva forte a intensa de curta duração, com possibilidade de alagamentos pontuais, muitos raios e chance de granizo de tamanho médio a grande em alguns pontos. Como não há previsão de chuva volumosa por muitas horas, não se projeta risco de cheias em rios de maior porte na região.

A previsão meteorológica também não descarta fenômenos extremamente isolados, como microexplosões de vento e a possibilidade de tornados, favorecidos por um padrão de cisalhamento que pode dar origem a supercélulas de tempestade.

A recomendação para moradores da Costa Doce e do Sul do Rio Grande do Sul é reforçar a fixação de objetos soltos em pátios, varandas e terrenos, evitar permanência sob árvores e estruturas frágeis durante o temporal e redobrar a atenção no trânsito em caso de rajadas fortes. A tendência é de que a situação de tempo severo perca força ao longo da tarde de sexta-feira, à medida que o ciclone se afasta em direção ao Oceano Atlântico.

Tags:clima

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