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Ciclone extratropical traz temporais e rajadas de 100 km/h ao RS

Sistema se forma nesta quinta (20) e o Sul do Estado, incluindo a Costa Doce, deve sentir chuva forte e queda de temperatura até sexta (21).

18 de agosto de 2026·Redação SulTV
Nuvens carregadas sobre o Sul do RS antes da chegada do ciclone extratropical previsto para quinta-feira
Nuvens carregadas sobre o Sul do RS antes da chegada do ciclone extratropical previsto para quinta-feira

Um ciclone extratropical deve começar a se formar sobre o Rio Grande do Sul na manhã desta quinta-feira (20), elevando o risco de temporais e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h em alguns pontos do Estado. Camaquã e as demais cidades da Costa Doce estão na área de abrangência do sistema, que também deve provocar queda expressiva de temperatura a partir de sexta-feira (21). O Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPPMet/UFPel) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acompanham a evolução do quadro ao longo da semana.

Como o ciclone deve se formar sobre o RS

A mudança mais significativa no tempo deve começar entre a noite desta quarta-feira (19) e a madrugada de quinta, quando áreas de instabilidade ganham força próximo à fronteira com Argentina e Paraguai. Nas primeiras horas de quinta-feira, uma área de baixa pressão deve se organizar sobre o Rio Grande do Sul, criando as condições para a formação do ciclone extratropical. O processo de ciclogênese, quando o sistema efetivamente se forma, deve se estender da manhã à noite de quinta-feira.

Inicialmente, o maior potencial de tempestades atinge o Oeste, as Missões e a região Central do Estado. Ao longo da manhã, porém, a instabilidade se espalha, e municípios da Campanha, do Sul, do Sudeste e da Região Metropolitana — área que inclui a Costa Doce — entram na rota de chuva forte e temporais. À noite, o mau tempo deve permanecer sobre Serra, Litoral, Sul, Sudeste e Campanha, enquanto uma massa de ar frio começa a ingressar no Estado.

Vento pode passar de 100 km/h na sexta-feira

Durante a tarde de quinta-feira, rajadas entre 50 km/h e 75 km/h são esperadas principalmente no Oeste, nas Missões, no Norte e na Serra gaúcha. Já na madrugada e na manhã de sexta-feira (21), quando o ciclone avança em direção ao oceano, o vento deve se intensificar no leste e no nordeste do Rio Grande do Sul, com rajadas projetadas entre 70 km/h e 100 km/h. Segundo o CPPMet/UFPel, os pontos mais altos dos Campos de Cima da Serra — região de Vacaria, Bom Jesus, São José dos Ausentes e Cambará do Sul — têm tendência de registrar ventos superiores a 80 km/h.

Atrás do ciclone, uma massa de ar frio deve avançar pela Região Sul na sexta-feira, provocando queda perceptível nos termômetros depois da passagem dos temporais. A intensidade do frio, porém, ainda depende do deslocamento exato do sistema sobre o oceano, e a previsão pode sofrer ajustes até lá.

Como se proteger durante os temporais

Entre os riscos mais associados a esse tipo de sistema estão alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Durante episódios de tempestade, a orientação é buscar um local seguro e evitar áreas abertas, além de não permanecer perto ou embaixo de árvores durante rajadas de vento e descargas elétricas.

Também é recomendado não estacionar veículos próximo a árvores, placas, estruturas metálicas e torres de transmissão. Em pontos com água acumulada, a orientação é não tentar atravessar a área alagada, seja a pé ou de carro. Como os alertas podem mudar de intensidade e abrangência conforme a evolução da atmosfera, a recomendação é acompanhar as atualizações do Inmet e do CPPMet/UFPel ao longo da semana.

A posição exata do ciclone sobre o oceano, na sexta-feira, ainda será determinante para definir onde as rajadas mais fortes vão ocorrer e qual será a intensidade do frio que chega na sequência. Até lá, a orientação para moradores de Camaquã e da Costa Doce é manter atenção às atualizações oficiais e se preparar para uma semana de tempo instável.

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