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China reabre o mercado para o frango brasileiro

  • Foto do escritor: Donario Lopes de Almeida
    Donario Lopes de Almeida
  • 11 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Brasil e China tem comércio ativo na cadeia do frango

O anúncio da retomada das exportações de carne de frango do Brasil para a China é mais do que uma boa notícia — é um marco da maturidade institucional e da capacidade técnica do agronegócio brasileiro. A suspensão imposta em maio, após um surto pontual de gripe aviária no Rio Grande do Sul, foi respondida com agilidade, transparência e competência por todos os atores envolvidos — governo federal, Ministério da Agricultura, entidades de classe e setor produtivo. E o resultado veio rápido.


A decisão das autoridades chinesas, publicada oficialmente no dia 7 de novembro, confirma que o trabalho conjunto funcionou. A reação coordenada da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), das empresas exportadoras e das equipes do Ministério da Agricultura mostrou ao mundo que o Brasil sabe agir com profissionalismo diante de crises sanitárias, sem alarmismo e com base em ciência. É essa credibilidade construída ao longo dos anos que faz do país o maior exportador mundial de carne de frango e um parceiro confiável para os principais mercados do planeta.


Mais do que restabelecer um fluxo comercial de bilhões de dólares, o episódio reforça a importância de termos entidades representativas fortes e preparadas, capazes de dialogar de igual para igual com governos e organismos internacionais. O agronegócio brasileiro aprendeu que reputação é ativo estratégico — e que ela se constrói com prevenção, informação precisa e respostas rápidas.


Ver o mercado chinês se reabrir em tempo recorde é motivo de alegria e de orgulho. É uma vitória de quem trabalha com seriedade, de quem investe em biossegurança, rastreabilidade e governança sanitária. É também um lembrete de que o Brasil precisa continuar investindo em diplomacia agropecuária e ciência aplicada — os dois pilares que garantem estabilidade num mundo cada vez mais sensível a riscos sanitários e ambientais.


Hoje, o Brasil dá mais uma demonstração de força, competência e resiliência. E mostra que, quando setor privado e governo trabalham juntos, o resultado aparece rápido — e com impacto global. Mas há ainda um desafio importante dentro do próprio país. O Rio Grande do Sul, origem de uma parte expressiva da produção nacional de frango, segue temporariamente fora da reabertura chinesa. A decisão das autoridades do país asiático manteve restrição específica ao Estado, em razão de um caso isolado de influenza aviária registrado em maio. O governo estadual e o Ministério da Agricultura estão atuando de forma conjunta, buscando comprovar a inexistência de novos focos e reforçando o controle sanitário regional.


Entidades como a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e a ABPA têm trabalhado lado a lado para reverter a situação, apresentando dados técnicos e relatórios de biossegurança. Há confiança de que a liberação do Rio Grande do Sul será apenas uma questão de tempo. Ainda assim, o episódio revela como o agronegócio precisa estar permanentemente atento — não apenas às exigências internacionais, mas também à importância de resiliência regional e coordenação entre esferas de governo.


O desafio agora é garantir que o frango gaúcho também volte a ocupar seu espaço nas exportações ao maior mercado do mundo — completando, assim, um ciclo de retomada que é motivo de orgulho para todo o Brasil.

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