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ComunidadeBento Gonçalves

Ceran mantém ponte fechada entre Bento Gonçalves e Cotiporã

Prefeitura pede liberação para veículos de emergência, mas empresa cobra plano de DAER, PM e Defesa Civil antes de autorizar.

30 de setembro de 2026·Redação SulTV
Ponte de serviço da Usina 14 de Julho, sobre o Rio das Antas, na divisa entre Bento Gonçalves e Cotiporã
Ponte de serviço da Usina 14 de Julho, sobre o Rio das Antas, na divisa entre Bento Gonçalves e Cotiporã

A ponte de serviço da Usina 14 de Julho, administrada pela Companhia Energética Rio das Antas (Ceran), continua fechada ao trânsito entre Bento Gonçalves e Cotiporã. A estrutura, erguida sobre o Rio das Antas e situada a poucos metros da barragem, é apontada como a alternativa mais próxima para moradores da Linha Alcântara e Imaculada Conceição, que enfrentam dificuldades de deslocamento desde julho, quando a Ponte de Cotiporã ficou sem acesso. Em nota enviada na terça-feira (29), a Ceran confirmou que a travessia segue reservada ao uso interno da empresa.

Prefeitura pede passagem para veículos de emergência

A Prefeitura de Bento Gonçalves se reuniu nesta terça-feira, 29 de setembro, com representantes da Ceran para tratar da situação das comunidades da Linha Alcântara e Imaculada Conceição. O encontro discutiu as dificuldades de deslocamento na região, agravadas pela falta de acesso pela Ponte de Cotiporã desde julho.

Durante a reunião, o município solicitou à Ceran autorização para que veículos de emergência possam utilizar a ponte de serviço da Usina 14 de Julho em casos de necessidade. A proposta busca garantir uma rota alternativa para ambulâncias, viaturas e outros atendimentos urgentes enquanto a Ponte de Cotiporã permanece interditada.

Ceran condiciona liberação a plano de segurança

Em nota encaminhada às 18h48 desta terça-feira, a Ceran informou que o acesso pela ponte de serviço não está liberado até o momento. Segundo a empresa, a estrutura foi projetada exclusivamente para uso interno, voltado ao deslocamento de profissionais e ao acesso às instalações da usina, e não atende aos requisitos de uma via regulamentada para tráfego público.

A companhia afirmou que uma eventual autorização para veículos de emergência só poderá ser avaliada após a apresentação de um plano detalhado, elaborado por órgãos como o DAER, a Polícia Militar e a Defesa Civil, entre outros. O planejamento deve garantir a segurança tanto das pessoas quanto das instalações da usina. Segundo a Ceran, até o momento nenhum planejamento desse tipo foi apresentado pelos órgãos públicos responsáveis.

A situação da ponte segue como um dos principais entraves de mobilidade entre Bento Gonçalves e Cotiporã, e a expectativa é de que novas tratativas entre a Prefeitura, a Ceran e os órgãos de segurança avancem nas próximas semanas para viabilizar uma rota alternativa às comunidades afetadas.

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