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Catamarã Porto Alegre-Guaíba tem tarifa reajustada em 13,29%

Novo valor de R$ 19,15 passa a valer após publicação no Diário Oficial; pedido de subsídio permanente para a tarifa segue em análise na Metroplan.

09 de setembro de 2026·Redação SulTV
Catamarã atracado no cais de Porto Alegre durante travessia para Guaíba
Catamarã atracado no cais de Porto Alegre durante travessia para Guaíba

A tarifa do catamarã que liga Porto Alegre a Guaíba vai passar de R$ 16,90 para R$ 19,15, um reajuste de 13,29% homologado nesta terça-feira (8) pelo Conselho Superior da AGERGS (Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul). Os novos valores entram em vigor assim que forem publicados no Diário Oficial do Estado. A travessia de passageiros continua operada pela concessionária Catsul.

Reajuste separado do pedido de reequilíbrio

O percentual do reajuste foi calculado pela Metroplan, responsável pela gestão do transporte metropolitano na região. O Conselho Superior da AGERGS decidiu tratar a atualização da tarifa separadamente de outro pedido apresentado pela concessionária, que trata do reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Esse segundo pedido envolve perdas acumuladas ao longo dos anos, impactos da pandemia e das enchentes de 2023 e 2024, além da possibilidade de criação de um subsídio permanente para a tarifa. A análise foi encaminhada à Metroplan e ainda depende de quantificação técnica, sem prazo definido para conclusão.

Enchentes reduziram a demanda pela travessia

As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul interromperam a travessia entre Porto Alegre e Guaíba por 67 dias. O período sem operação teve efeito direto sobre quem depende do catamarã para o deslocamento diário entre as duas cidades.

Após os eventos, a demanda mensal informada no processo caiu de 71.046 para 42.290 passageiros, uma redução expressiva que integra o conjunto de informações analisadas no pedido de reequilíbrio financeiro do contrato.

Histórico de atrasos nos reajustes anteriores

O processo também registra atrasos anteriores na atualização da tarifa. Entre 2010 e 2016, foram acumulados 1.443 dias de atraso em reajustes, situação que, de acordo com a AGERGS, chegou a resultar em ação judicial.

A separação entre o reajuste tarifário e o pedido de reequilíbrio busca evitar que a atualização de valores fique represada enquanto a discussão sobre o subsídio permanente segue em análise técnica na Metroplan.

A expectativa é que a Metroplan conclua a quantificação técnica do pedido de reequilíbrio econômico-financeiro nos próximos meses, o que pode incluir a criação de um subsídio permanente para a tarifa do catamarã. Até lá, o novo valor de R$ 19,15 passa a valer para os usuários da travessia assim que publicado no Diário Oficial do Estado.

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