Câmara em Camaquã? Não; análise vale para todo Brasil — PL quer
Texto prevê prazo de 120 dias para adaptação das plataformas e multas pelo Código de Defesa do Consumidor.

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 1474/26, que proíbe os serviços de streaming de exibir propagandas para quem paga assinatura mensal ou compra conteúdos individualmente no Brasil. O texto impede anúncios antes, durante ou depois da reprodução de filmes, séries e outros conteúdos contratados, além de proibir que o usuário seja obrigado a assistir publicidade para liberar um conteúdo pelo qual já pagou. A proposta prevê prazo de 120 dias de adaptação para as plataformas após eventual aprovação, com multas e até suspensão do serviço entre as penalidades previstas pelo Código de Defesa do Consumidor em caso de descumprimento.
O que fica proibido nas contas pagas
Segundo o texto da proposta, a restrição vai além dos comerciais exibidos durante a reprodução de conteúdos. Banners, janelas pop-up e mensagens promocionais também ficarão proibidos nas interfaces exclusivas de quem paga assinatura ou compra avulsa, abrangendo toda a área reservada ao assinante dentro das plataformas.
A proposta é de autoria do deputado suplente Luciano Alves (PR), atualmente fora do exercício do mandato. Para o parlamentar, cobrar uma mensalidade e, ao mesmo tempo, impor a exibição de anúncios representa uma forma de cobrança dupla pelo mesmo serviço, já que o consumidor paga pelo conteúdo e ainda é obrigado a consumir publicidade.
Planos gratuitos continuam com anúncios
A proibição não atinge as modalidades gratuitas financiadas por publicidade, que poderão continuar sendo oferecidas pelas plataformas de streaming. Os anúncios permanecem permitidos nesses planos sem custo, desde que não prejudiquem os direitos de quem contratou uma assinatura paga sem publicidade.
Tramitação no Congresso e prazo para entrar em vigor
O Projeto de Lei 1474/26 ainda precisa avançar no Congresso Nacional antes de se tornar regra. A proposta passará primeiro pela análise das comissões de Comunicação, de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, em tramitação de caráter conclusivo.
Para se tornar lei, o texto ainda precisa ser aprovado também pelo Senado. Enquanto a tramitação não é concluída, a proibição não está em vigor, e os serviços de streaming continuam sujeitos às regras atualmente aplicadas no país.
Caso seja aprovado e sancionado, o projeto deve impactar diretamente a rotina de quem usa plataformas de streaming como forma de lazer e informação nas cidades da Costa Doce e no restante do Brasil, já que a maioria dos planos pagos hoje combina mensalidade com algum nível de publicidade. A SulTV vai acompanhar a tramitação da proposta nas comissões da Câmara dos Deputados e informar se houver avanço na votação.
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