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Camaquã registra 189 casos de violência contra a mulher em 2026

Levantamento estadual aponta queda mensal nos registros na cidade, com ameaças e lesões corporais liderando as ocorrências

14 de setembro de 2026·Redação SulTV
Camaquã teve 189 casos de violência contra a mulher entre janeiro e agosto de 2026
Camaquã teve 189 casos de violência contra a mulher entre janeiro e agosto de 2026

Camaquã registrou 189 casos de violência contra a mulher entre janeiro e agosto de 2026, segundo o Monitoramento dos Indicadores de Violência Contra as Mulheres no Estado do Rio Grande do Sul (SIP/PROCERGS), com dados atualizados em 4 de setembro. Os números mostram tendência de queda ao longo do período e colocam as ameaças e as lesões corporais como os tipos de ocorrência mais frequentes.

Números em Camaquã

Do total de 189 casos registrados no município, 114 foram ameaças e 71 lesões corporais. Também houve três estupros e um feminicídio consumado, sem registros de feminicídio tentado no período.

A distribuição mensal indica redução ao longo do ano: foram 28 casos em janeiro, 32 em fevereiro, 24 em março, 23 em abril, 29 em maio, 21 em junho, 17 em julho e 15 em agosto. O recuo vai de 32 ocorrências em fevereiro para 15 em agosto.

Panorama na região

Entre os municípios da Costa Doce analisados, São Lourenço do Sul somou 69 casos (35 ameaças, 31 lesões corporais e três estupros). Tapes teve 45 registros (21 ameaças e 24 lesões corporais), e Dom Feliciano contabilizou 25 casos (21 ameaças e quatro lesões corporais).

Cristal registrou 17 casos (10 ameaças, seis lesões corporais e um estupro), enquanto Arambaré teve 13 ocorrências (12 lesões corporais e uma ameaça). Pelotas apareceu muito acima dos demais, com 1.146 registros, entre eles 659 ameaças, 438 lesões corporais, 45 estupros e quatro feminicídios tentados.

Total nos sete municípios

Somando os sete municípios avaliados, foram 1.504 registros de violência contra a mulher entre janeiro e agosto de 2026. Desse total, 861 foram ameaças, 586 lesões corporais, 52 estupros, quatro feminicídios tentados e um feminicídio consumado.

Os dados evidenciam que ameaça e lesão corporal concentram a maior parte das ocorrências nesses municípios. Os meses de setembro a dezembro ainda não tinham registros preenchidos no levantamento.

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