Asfalto no interior, 60 casas e saneamento básico chegam à Costa Doce.
Camaquã está avançando em projetos estruturantes cruciais para o desenvolvimento regional. As ações, coordenadas pela Secretaria de Planejamento e Mobilidade Urbana, abrangem habitação social, pavimentação asfáltica e saneamento básico, áreas que moldam o futuro do município.

O foco principal destas moradias é atender famílias em situação de vulnerabilidade, sobretudo aquelas que residem em áreas de risco, como nas margens do Arroio Duro
Assista mais no canal da SulTV no YouTubeA cidade de Camaquã, no coração da Costa Doce do Rio Grande do Sul, está com foco em projetos estruturais de Planejamento e Mobilidade Urbana. A secretaria da pasta detalhou ações que visam solucionar problemas de habitação, infraestrutura de asfalto e o início do saneamento básico, com um impacto direto na qualidade de vida dos moradores.
Na frente da habitação, a prefeitura avança para iniciar a construção de 60 novas casas no bairro Jardim das Flores. Este projeto é focado em atender famílias de baixa renda que vivem em áreas de risco de alagamento, como as margens do Arroio Duro na Getúlio Vargas. O secretário reforçou o cunho social: “São 60 famílias, centenas de pessoas que vão ocupar e vão ter um futuro mais digno”.
O investimento total conta com subsídio do Governo do Estado, que cobre R$ 80 mil do custo de cada unidade (avaliada em R$ 113 mil), sendo o restante a contrapartida municipal. O município também busca junto ao Governo Federal a adesão a um programa para a construção de mais 150 unidades e mantém a agenda de Regularização Fundiária.
Em infraestrutura, a retomada da pavimentação asfáltica no interior é prioridade. O trecho entre Jango Castro e Vila Aurora, paralisado após problemas com a empresa, será executado pela própria prefeitura, que utilizará servidores e locará equipamentos pesados. A obra, que exige um trabalho de seis a oito meses, tem previsão de ser retomada em 2026. O plano de Asfalto também inclui a busca por R$ 1 milhão em recursos estaduais para resolver o problema crônico de drenagem na COHAB/José de Souza Castro, condição prévia para a pavimentação da rua. Já na área central, a gestão estuda a aplicação de microasfalto para revitalizar o pavimento já existente a um custo mais baixo.
O avanço mais significativo está no Saneamento Básico. A Corsan confirmou a área e os projetos para a instalação da primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Camaquã. A previsão é de início das obras no segundo semestre de 2026, com a construção de uma rede totalmente nova, separada da drenagem pluvial. Este benefício, essencial para a saúde, terá um custo para o usuário: a taxa de esgoto deve ser de 70% a 80% do valor da conta de água. Paralelamente, o município cobra a Corsan pela má qualidade e demora nos reparos de asfalto após rompimentos de rede, exigindo melhor execução da base e dos serviços.
Assista à entrevista completa realizada no programa Redação SulTV:
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