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Agro

Arroz para exportação chega a R$ 90 por saca com retomada das compras no RS

Entrada de tradings reaquece negociações, enquanto chuvas e frio atrasam o plantio em parte das regiões arrozeiras

16 de outubro de 2026·Redação SulTV
Compras de arroz para exportação são retomadas no RS a R$ 90 por saca. Foto: Paulo Rossi/Divulgação
Compras de arroz para exportação são retomadas no RS a R$ 90 por saca. Foto: Paulo Rossi/Divulgação

As compras de arroz para exportação foram retomadas no Rio Grande do Sul, com o produto sendo adquirido a um preço médio de R$ 90 por saca, após um período de estagnação nas negociações. A movimentação ocorre em meio a oscilações na cotação do dólar, que têm influenciado os preços de exportação e o ritmo dos negócios no setor.

Mercado reage com entrada de tradings

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, relata que a oscilação cambial contribuiu para a redução do ritmo das negociações. Com a chegada de compradores voltados à exportação, o mercado voltou a registrar movimentação.

“O mercado deu uma parada, até porque, com a mudança do dólar, os players deram uma segurada nas negociações. Mas, a partir de ontem, entraram três tradings comprando arroz para exportação, em média a R$ 90, e isso deve segurar o mercado”, afirma Nunes.

Chuvas e frio atrasam plantio na Zona Sul

No campo, a Federarroz avalia que as chuvas têm prejudicado o plantio. Apesar do avanço em algumas regiões, os números gerais do Estado podem não refletir a situação enfrentada pelos produtores em cada área.

“O plantio está avançado em relação à safra anterior no RS e em algumas regiões está muito atrasado. Embora no total da média, comparando com o ano passado, nós tenhamos uma área maior plantada devido à Fronteira Oeste, que é uma área muito significativa, mas se formos comparar por regiões, tem regiões, Litoral Norte, Planície Costeira Interna, à própria região da Zona Sul, Arroio Grande, Pelotas e Rio Grande, está muito atrasado”, detalha Nunes.

O dirigente acrescenta que, na Fronteira Oeste e em Santa Vitória do Palmar, as baixas temperaturas têm prejudicado a emergência das plantas, inclusive em áreas semeadas mais cedo.

Crédito segue como entrave para o setor

Além dos desafios no campo, os produtores enfrentam dificuldades para acessar o crédito destinado à próxima safra. Segundo o presidente da Federarroz, as negociações com os bancos avançam lentamente.

A orientação aos produtores que necessitam de apoio é procurar as entidades representativas, uma vez que a situação financeira para a próxima safra continua atrasada e o acesso ao crédito permanece como um obstáculo para o setor.

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