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Clima

Argentina bate recorde de calor no inverno com mínima de 26°C

Marca de Salta superou recorde estabelecido em 1953, no meio do verão argentino, 73 anos atrás.

20 de julho de 2026·Redação SulTV
Termômetro externo marca temperatura elevada sob céu claro, calor atípico para o inverno argentino.
Termômetro externo marca temperatura elevada sob céu claro, calor atípico para o inverno argentino.

Uma massa de ar quente atípica para o inverno provocou, no fim de semana de 17 e 18 de julho, uma sequência de recordes de temperatura em diversas províncias do Centro e do Norte da Argentina. Na madrugada de sábado (18), a cidade de Salta registrou mínima de 26,0°C, a maior temperatura mínima já observada no país em qualquer mês desde o início das medições, em 1925, segundo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina.

Recorde de Salta supera marca que durava 73 anos

O valor registrado em Salta superou a antiga marca histórica de 22,2°C, anotada em 3 de janeiro de 1953, em pleno verão argentino. A nova mínima ficou ainda 7°C acima do recorde de julho, que era de 19,0°C. O forte aquecimento foi favorecido pela atuação do vento Zonda, um vento quente e seco que desce da Cordilheira dos Andes e costuma provocar elevação brusca da temperatura nas áreas mais baixas do Noroeste argentino.

Calor bate recordes também perto da fronteira gaúcha

Em Formosa, Las Lomitas teve mínima de 26,8°C, superando os 24,9°C do recorde anterior, enquanto a capital da província marcou 26,6°C, acima dos 24,3°C observados até então. Corrientes anotou 25,5°C, muito acima do recorde antigo de 22,7°C, e Resistência, capital do Chaco, não teve a temperatura abaixo de 25,1°C, superando os 22,9°C registrados anteriormente.

O calor também alcançou cidades argentinas situadas perto da fronteira com o Rio Grande do Sul. Paso de los Libres, na altura de Uruguaiana, teve madrugada com mínima de 24,5°C, ante recorde anterior de 22,4°C, e chegou a 31,6°C de máxima. Monte Caseros registrou 23,1°C de mínima, contra os 21,6°C de antes, e Ituzaingó marcou 24,0°C, superando os 22,5°C da marca antiga.

Temperaturas de pleno verão em pleno inverno

Além das madrugadas excepcionalmente quentes, algumas cidades também bateram recordes de temperatura máxima para julho. Em Tartagal, na província de Salta, os termômetros chegaram a 38,2°C, superando os 37,7°C do recorde histórico do mês. Em Rivadavia, a máxima foi ainda maior, com 38,5°C, acima dos 38,0°C anotados anteriormente.

Mesmo sem quebrar recordes, outras localidades também registraram valores típicos de verão em pleno inverno climatológico: Jujuy chegou a 35,8°C, Salta atingiu 35,4°C horas depois da madrugada histórica, Las Lomitas e Orán marcaram 35,3°C, Roque Sáenz Peña alcançou 34,2°C, Resistência chegou a 32,7°C e Posadas registrou 32,0°C. Segundo o Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, o fenômeno é resultado de uma massa de ar tropical extremamente quente, impulsionada por um fluxo persistente de vento do Norte.

Enquanto o Centro e o Norte da Argentina registravam recordes de calor, o país também se prepara para um contraste extremo, com previsão de forte avanço de frio na Patagônia, no extremo sul argentino, nos próximos dias. A oscilação reforça o comportamento incomum do inverno na região e mantém em aberto a possibilidade de que o ar frio do sul da Argentina também influencie as temperaturas no Sul do Brasil, cenário que deve ser acompanhado nos próximos dias.

Tags:clima

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