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Agergs cobra plano de água da Corsan após cheia em Lajeado

Promotoria também apura relatos de consumidores sobre falta de água em diferentes horários do dia.

31 de julho de 2026·Redação SulTV
Torneira residencial com fluxo fraco de água, retrato da instabilidade no abastecimento em Lajeado
Torneira residencial com fluxo fraco de água, retrato da instabilidade no abastecimento em Lajeado

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs) cobrou da Corsan explicações sobre a instabilidade no abastecimento de água registrada em Lajeado, no Vale do Taquari, desde a cheia do Rio Taquari na semana passada. O órgão regulador exige um relatório técnico detalhado sobre as falhas no fornecimento e a apresentação do plano de contingência elaborado pela companhia especificamente para o município atingido pela enchente.

Regulador exige relatório técnico e plano de contingência

A exigência recai principalmente sobre a extensão das falhas registradas na rede de distribuição de água durante e após a enchente. A Agergs quer que a Corsan detalhe os períodos em que o fornecimento ficou comprometido e as causas técnicas apontadas para a instabilidade, que se estendeu por diversos dias na cidade.

Além do relatório sobre o ocorrido, o órgão regulador também cobra da concessionária o detalhamento do plano de contingência elaborado especificamente para Lajeado, documento que deve prever ações para evitar novas interrupções em situações de cheia. A Agergs é responsável por fiscalizar a prestação de serviços públicos delegados no Rio Grande do Sul, entre eles o abastecimento de água feito pela Corsan na maior parte dos municípios gaúchos.

Ministério Público apura relatos de consumidores

Paralelamente à cobrança da Agergs, o Ministério Público do Rio Grande do Sul também passou a acompanhar a prestação do serviço pela Corsan no município. Segundo o promotor João Pedro Togni, consumidores procuraram a Promotoria para relatar falta de água em diferentes períodos ao longo dos últimos dias, inclusive fora do momento mais crítico da enchente.

O promotor afirmou que os relatos recebidos vão servir de base para que a Promotoria avalie a abertura de uma apuração formal sobre a regularidade do serviço prestado pela concessionária em Lajeado. A ideia é reunir as reclamações já registradas para verificar se houve descumprimento de obrigações contratuais da Corsan junto ao município.

A expectativa agora é de que a Corsan responda às exigências da Agergs com prazo definido e detalhamento das medidas adotadas para normalizar o fornecimento em Lajeado. Como a concessionária é responsável pelo abastecimento de água na maior parte dos municípios do Rio Grande do Sul, o desfecho do caso tende a ser acompanhado também por consumidores de outras regiões atendidas pela companhia, especialmente em áreas sujeitas a cheias semelhantes às registradas no Vale do Taquari.

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