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Abertura da Colheita do Arroz é lançada na Expointer e espera 25 mil visitantes em 2027

Federarroz defende cautela com estoques, educação financeira e novos mercados para garantir rentabilidade à orizicultura

02 de setembro de 2026·Redação SulTV
Lançamento da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorreu durante a Expointer, em Esteio. Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective
Lançamento da 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz ocorreu durante a Expointer, em Esteio. Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

A Federarroz lançou nesta terça-feira (1º), durante a 49ª Expointer, em Esteio, a 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, evento que deve reunir cerca de 25 mil visitantes de 16 a 18 de fevereiro de 2027, na Estação Experimental Terras Baixas, em Capão do Leão. A atividade é referência para a orizicultura gaúcha, que tem forte presença na Zona Sul do estado.

Mercado exige cautela

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que o evento funciona como espaço de atualização e troca de informações entre produtores, pesquisadores e empresas. Segundo ele, o objetivo é ampliar a participação do público para fortalecer o acesso a novas tecnologias, mercado e gestão das propriedades.

Nunes ressaltou que a produção precisa estar alinhada à capacidade de absorção do mercado. Ele observou que o setor ainda enfrenta estoques de passagem elevados e pediu cautela diante de uma eventual recuperação das cotações. “Nós esperamos que o preço seja remunerador”, disse, alertando, porém, que “não podemos ter euforia porque os estoques de passagem ainda são altos”.

O dirigente lembrou que muitos produtores terão compromissos financeiros significativos no próximo ano, mesmo com eventuais renegociações de dívidas, e defendeu atenção aos riscos na tomada de decisões.

Educação financeira e novos mercados

Para Nunes, o elevado custo do dinheiro reduz a capacidade de investimento e pode comprometer a rentabilidade das empresas rurais. Ele defendeu que o setor avance na educação financeira para que os agricultores avaliem melhor custos, investimentos e riscos antes de cada safra.

O presidente também reforçou a necessidade de conquistar novos mercados internacionais. “É preciso exportar mais, conquistar novos mercados”, afirmou, ponderando que o desempenho das exportações dependerá das condições do mercado internacional e da produção no Hemisfério Norte.

Parceria e pesquisa

O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Eduardo Ferreira Dutra, destacou a continuidade da parceria entre Embrapa, Federarroz e Senar, com a perspectiva de um acordo de cooperação técnica para garantir a realização do evento na Estação Experimental Terras Baixas pelos próximos dez anos. Ele citou ainda o desenvolvimento de cultivares resistentes à brusone e a disponibilização de bioinsumos como prioridades da pesquisa.

O superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, ressaltou o protagonismo da orizicultura gaúcha e a crescente complexidade da atividade rural. Segundo ele, o setor é “um dos faróis para toda a agricultura que é feita no Rio Grande do Sul”.

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