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Tornado que atingiu Giruá teve ventos acima de 200 km/h, aponta análise preliminar

Fenômeno classificado preliminarmente como categoria F2 atingiu Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho na noite de terça (28); no Redação SulTV, meteorologistas explicam a diferença entre tornado e microexplosão

31 de julho de 2026·Redação SulTV
Reprodução/Redação SulTV
Reprodução/Redação SulTV

O tornado que atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, no noroeste do Rio Grande do Sul, na noite de terça-feira (28), teve classificação preliminar de categoria F2, com ventos que passaram dos 200 km/h. O fenômeno deixou feridos, casas destruídas e estragos na área rural. A análise foi apresentada no Redação SulTV pelos meteorologistas do Canal Rural.

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A classificação preliminar consta em avaliação de rede de observação de tempo severo, citada durante o programa. Na escala usada para medir tornados, a categoria F2 indica danos consideráveis — e o número ajuda a dimensionar a força do evento: na comparação feita no programa, o tornado de Rio Bonito do Iguaçu (PR), em 2025, teve ventos que passaram dos 300 km/h.

Tornado ou microexplosão: qual a diferença?

Os dois fenômenos costumam ser confundidos porque deixam estragos parecidos, mas têm origem diferente. "A microexplosão não é uma tempestade giratória. Cai um bolsão de água associado a uma forte rajada de vento, que bate no chão e espalha na horizontal", explicou o meteorologista. Nesses casos, os ventos costumam ficar entre 100 km/h e 140 km/h.

O tornado, por sua vez, nasce quase sempre de um mesociclone — uma tempestade que gira. "O ar quente e úmido sobe pela tempestade, o ar frio desce no entorno dela, condensando o funil característico", descreveu. A escala de vento é muito maior, podendo chegar à casa dos 300 km/h a 400 km/h nos eventos mais extremos.

Um detalhe técnico define a classificação: só é considerado tornado quando o funil toca o solo. Mesmo em formações consideradas fracas, os dois fenômenos podem provocar destruição significativa, como mostraram os estragos registrados no noroeste gaúcho.

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