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Tensão e cobrança: o debate na Câmara de Tapes após denúncias sobre cargos públicos

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • 12 de mai.
  • 2 min de leitura

A sessão parlamentar, que durou cerca de duas horas e meia, expôs divisões profundas entre os vereadores e críticas à gestão do Poder Executivo


Foto: Camara de vereadores de Tapes - Reprodução
Foto: Camara de vereadores de Tapes - Reprodução

A Câmara Municipal de Tapes foi palco de um intenso debate na última segunda-feira (11), motivado por uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). A denúncia aponta irregularidades na nomeação e no uso de cargos em comissão (CCs) pela prefeitura, o que gerou repercussão imediata na comunidade da Costa Doce e nas principais mídias do estado. A sessão parlamentar, que durou cerca de duas horas e meia, expôs divisões profundas entre os vereadores e críticas à gestão do Poder Executivo.


Parlamentares da oposição destacaram que as irregularidades, incluindo desvio de função e pagamento indevido de horas extras para cargos que deveriam ter natureza burocrática ou técnica, já eram pauta de discussões internas. Foi recordado um episódio classificado como "inédito", no qual ocupantes de cargos de confiança teriam organizado um abaixo-assinado contra uma vereadora que denunciou as práticas. Para os críticos da gestão, o ajuizamento da ação pelo Ministério Público ratifica as queixas da comunidade e os alertas feitos anteriormente pelas comissões legislativas.


O presidente do Legislativo, Alessandro Vasque, reforçou que o Executivo havia sido avisado sobre a falta de coordenação e o excesso de contratações irregulares. Em contrapartida, a bancada de situação, liderada pelo vereador Roberto Garcia (PP), defendeu que o município ainda não havia sido oficialmente notificado e que o processo segue sob análise judicial, sem decisões definitivas.


O clima de tensão na Casa foi evidenciado por relatos de supostas ameaças e pela falta de diálogo institucional entre os poderes municipalistas. A investigação do MPRS foca em informações que o Executivo deve prestar sobre a estrutura de cargos, em um cenário que vereadores alertam ser apenas o início de novas apurações. A situação em Tapes reflete o rigor crescente dos órgãos de controle sobre a administração pública na Metade Sul. Assista a sessão da camara de vereadores de Tapes no YouTube:


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