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RS-350: problema crônico precisa ser resolvido

  • Foto do escritor: Donario Lopes de Almeida
    Donario Lopes de Almeida
  • 26 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de nov. de 2025


As fortes chuvas na região escancaram um problema crônico: a RS-350, entre Camaquã e Arambaré, não tem infraestrutura de drenagem adequada. Resultado: a rodovia vira barreira, a água represada invade bairros da cidade e a solução emergencial é abrir valas no asfalto com escavadeiras. É hora de discutir uma solução definitiva para um problema que afeta toda a comunidade.


Um problema que se repete há anos

Quem vive em Camaquã e Arambaré conhece bem a cena. Chuva forte, água acumulada, estradas alagadas. A RS-350, em vez de ser um canal de escoamento, transforma-se em represa. E o drama é agravado pela tubulação subterrânea insuficiente para dar vazão à enxurrada.

Não estamos falando de um episódio isolado, mas de um padrão que se repete em várias oportunidades. Cada vez que a água invade casas, áreas de produção e comércios, gera prejuízos, transtornos e, sobretudo, um sentimento de abandono.

O absurdo é que, para liberar o fluxo, a própria prefeitura precisa usar escavadeira e abrir valas no asfalto novamente. Uma medida paliativa, cara e vergonhosa, que destrói a estrada e não resolve a raiz do problema.


Estradas que isolam em vez de conectar

Rodovias deveriam unir e dar fluidez. A RS-350, em episódios extremos, faz o contrário: isola, cria riscos de acidentes e compromete o escoamento de pessoas e da produção agropecuária.

Essa não é apenas uma questão de engenharia. É um reflexo da falta de planejamento e de coordenação entre município, Estado (DAER) e comunidade. Uma rodovia estadual que precisa ser rasgada para drenar água não é estrada — é um improviso permanente.

O problema da drenagem mal resolvida atinge diretamente bairros de Camaquã, produtores que precisam escoar sua produção, além da população que depende da via para acessar serviços em Arambaré e região.


O que está em jogo

  • Prejuízos econômicos: bairros alagados, estradas destruídas e manutenção constante de trechos.

  • Impacto social: famílias ilhadas, casas alagadas, mobilidade urbana comprometida.

  • Custo público: recursos municipais desperdiçados em remendos, quando o problema é estadual.

  • Segurança: risco de acidentes e risco de perda de vidas no trânsito em dias de chuva forte.

Estamos falando de um problema de interesse coletivo. Não é da prefeitura, não é só do DAER, não é só dos produtores. É de todos.


Hora de parar de improvisar

Abrir valas no asfalto não pode ser normal. O que precisamos é de solução estrutural definitiva, com projetos de drenagem compatíveis com o volume de água da região.

Isso passa por:

  • Estudos técnicos de engenharia hidráulica.

  • Substituição e ampliação da tubulação de drenagem.

  • Obras estruturais que respeitem o fluxo natural das águas.

  • Planejamento conjunto entre DAER, prefeituras e comunidade.

Não se trata de luxo. É uma questão de sobrevivência, segurança e dignidade.


Conclusão

A RS-350 não pode mais ser sinônimo de improviso. O drama que se repete a cada chuva forte precisa ser enfrentado com seriedade. A comunidade de Camaquã e Arambaré, produtores, prefeitos e políticos locais devem cobrar do DAER e do governo estadual uma obra definitiva. Afinal, estrada é para conectar, não para represar.

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