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Guaíba está a 1,34 m após alerta de cheia em Porto Alegre

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Defesa Civil da capital projetava elevação para 2,55 metros; nenhum dos cinco rios da bacia chegou à cota de inundação.


O nível do Guaíba em Porto Alegre estava perto da normalidade no início de julho, mesmo após alerta preventivo de cheia emitido pela Defesa Civil da capital gaúcha na quarta-feira (1º), que apontava risco para moradores das ilhas e do extremo Sul da cidade. Segundo dados de estações hidrológicas de monitoramento, o nível marcava 1,32 metro no Cais Mauá e 1,34 metro no pórtico central da Avenida Sepúlveda ao meio-dia de domingo (5), valores próximos da média histórica de julho, de 1 metro, e distantes da cota de cheia de 2 metros.


Régua de monitoramento do Guaíba no Cais Mauá, em Porto Alegre, após alerta de cheia

Régua de monitoramento do Guaíba no Cais Mauá, em Porto Alegre, após alerta de cheia


Previsão de cheia não se confirmou no fim de semana


A Defesa Civil de Porto Alegre emitiu o alerta preventivo na quarta-feira (1º), citando chuva intensa no Norte do Rio Grande do Sul, em bacias de rios que desaguam no Guaíba. À época, a previsão indicava que o nível do rio, então em 1,34 metro, poderia chegar a 2,55 metros até o domingo (5), caracterizando uma cheia que afetaria diretamente as ilhas e o extremo Sul da capital.


O cenário não se confirmou. Ao meio-dia de domingo, as réguas de monitoramento registravam 1,32 metro no Cais Mauá, próximo à Rodoviária, e 1,34 metro no pórtico central da Avenida Sepúlveda — patamares abaixo até da cota de cheia (2 metros) e muito distantes do nível de transbordamento no Centro da capital, fixado em 3 metros.


Vento Sul, e não chuva, explicou a oscilação


O maior nível observado na semana ocorreu na sexta-feira (3), quando o Guaíba chegou a 1,57 metro. O movimento foi atribuído principalmente ao efeito do vento Sul sobre a Lagoa dos Patos, impulsionado pelo ingresso de uma massa de ar polar, e não ao volume de água descendo pelos rios da bacia. O nível recuou tão logo o vento perdeu força.


Nenhum dos cinco rios que desembocam no Guaíba — Jacuí, Taquari, Caí, Sinos e Gravataí — atingiu cota de inundação. O Taquari foi o que mais se elevou, em razão do volume de chuva concentrado no Norte da bacia, na altura do Rio das Antas, mas nas partes mais ao Sul, na Serra e nos vales, os volumes registrados ficaram abaixo do esperado.


A Defesa Civil de Porto Alegre mantém monitoramento dos níveis do Guaíba e das bacias que alimentam o rio, com atualizações periódicas para moradores das ilhas e do extremo Sul da capital. Como o Guaíba integra o mesmo sistema hídrico da Lagoa dos Patos, oscilações causadas por vento Sul ou por chuvas volumosas tendem a repercutir também em municípios ribeirinhos da região, o que reforça a importância de acompanhar os boletins oficiais nos próximos dias.


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