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Guaíba chega a 2,11 m em Porto Alegre e começa a baixar

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 10 minutos
  • 2 min de leitura

Recuo foi puxado pela queda das cheias do Taquari e do Caí, mas o Jacuí segue acima do normal e mantém o rio elevado.


O nível do Guaíba chegou a 2,11 metros entre sexta-feira (24) e sábado (25) na régua eletrônica do Cais Central da Avenida Mauá, no Centro Histórico de Porto Alegre, mas o rio já apresentava queda gradual desde a manhã de sábado. A elevação, que começou na quinta-feira (23), provocou apenas pontos isolados de acúmulo de água nas ilhas da Capital, sem grande impacto para moradores e comércio local.


Guaíba com correnteza forte e detritos no Cais Mauá, em Porto Alegre, no fim de semana.

Guaíba com correnteza forte e detritos no Cais Mauá, em Porto Alegre, no fim de semana.


Por que o nível começou a cair


Na tarde de sábado, a régua da Mauá marcava 2,02 metros, com curva de baixa nas últimas horas e redução lenta do volume de água. O recuo tem explicação nos rios que alimentam o Guaíba: o pico de vazão do Rio Taquari, o maior contribuinte da cheia atual, já passou, e o pico do Rio Caí também já alcançou o delta do Jacuí.


Rios menores como o Sinos e o Gravataí registraram elevação nos últimos dias, mas sem cheias de grande porte, o que também ajudou a conter uma subida mais expressiva do Guaíba. O Rio Jacuí, no entanto, segue com nível alto e é o principal responsável por manter o Guaíba acima da média nos próximos dias.


Alerta para os próximos meses


Não há previsão de vento sul forte para os próximos dias, fator que poderia represar a água no norte da Lagoa dos Patos e provocar uma elevação súbita do Guaíba, situação associada à chegada de massas de ar frio mais intensas, que não estão previstas. A chuva prevista para os próximos dias, contudo, deve manter o nível do rio elevado, ainda que não esteja definido se haverá um novo repique de cheia, já que os modelos meteorológicos ainda divergem sobre onde deve chover mais no Rio Grande do Sul.


O comportamento atual contrasta com o histórico recente do Guaíba, que ultrapassou a cota de transbordamento de 3 metros em três ocasiões durante o último período de El Niño: em setembro de 2023, novembro de 2023 e maio de 2024, permanecendo acima do nível de transbordamento até parte de junho daquele ano. A avaliação é de que o cenário atual não representa risco imediato, mas que cheias maiores podem voltar a ocorrer nos próximos meses.


O monitoramento dos níveis do Guaíba e dos rios que desaguam na Lagoa dos Patos segue sendo acompanhado dia a dia, especialmente diante da chuva prevista para o Rio Grande do Sul nas próximas semanas. A cobertura sobre a evolução do quadro hídrico na região deve continuar nos próximos dias.


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