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Crise no campo: Federarroz cobra tratamento diferenciado da União para o agro do RS

  • Foto do escritor: Redação SulTV
    Redação SulTV
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

A entidade argumenta que o setor agrícola do Estado vive uma realidade atípica e muito mais grave se comparada a outras regiões do país


Foto: Paulo Rossi/Divulgação
Foto: Paulo Rossi/Divulgação

A estabilidade econômica e social da Zona Sul do Rio Grande do Sul está historicamente ligada ao desempenho das lavouras de arroz. Considerada uma das principais forças motrizes da Costa Doce e da Fronteira Oeste, a orizicultura gaúcha enfrenta desafios estruturais severos que ameaçam a sustentabilidade das propriedades familiares e o abastecimento do mercado nacional. Diante desse cenário de vulnerabilidade, lideranças setoriais intensificam as cobranças por apoio emergencial das esferas federais.


A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) emitiu um posicionamento oficial defendendo que a União adote um tratamento diferenciado e exclusivo para os produtores rurais gaúchos. A entidade argumenta que o setor agrícola do Estado vive uma realidade atípica e muito mais grave se comparada a outras regiões do país, exigindo medidas urgentes para evitar o êxodo e a falência de produtores no campo.


Entre os principais fatores que agravam a crise atual, o documento destaca o alto endividamento das famílias, a disparada nos custos de produção de alimentos e os preços praticados pelo mercado, que hoje se mostram incompatíveis com os investimentos realizados. Além disso, a Federarroz aponta a severa restrição no acesso ao crédito bancário, taxas de juros inadequadas e a concorrência desleal provocada pela entrada maciça de arroz importado de países vizinhos.


O documento, assinado pelo presidente Denis Dias Nunes, ressalta ainda os sucessivos prejuízos causados por extremos climáticos no Rio Grande do Sul nos últimos cinco anos. A federação manifestou apoio à tramitação do Projeto de Lei nº 5.122/2023, que propõe a criação de uma linha de financiamento especial, e reforçou que a manutenção da segurança alimentar do Brasil depende de respostas concretas e imediatas do Governo Federal para salvar a produção agrícola gaúcha.

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