FETAG-RS lidera mobilização em defesa dos produtores de tabaco e da agricultura familiar
- Redação SulTV

- há 2 horas
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O ato, sediado no município de Santa Cruz do Sul, reuniu agricultores de diversas regiões do Estado

A economia da Zona Sul do Rio Grande do Sul possui uma profunda ligação com a produção agrícola, onde o cultivo do tabaco se consolida como um dos principais pilares de sustentabilidade para milhares de propriedades. Nesta segunda-feira (25), esse protagonismo ganhou as ruas com uma grande mobilização organizada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS). O ato, sediado no município de Santa Cruz do Sul, reuniu agricultores de diversas regiões do Estado com o objetivo de cobrar a valorização da atividade e assegurar a estabilidade financeira das famílias fumicultores.
A concentração dos trabalhadores rurais ocorreu em frente ao Parque da Oktoberfest, servindo como ponto de partida para uma caminhada pacífica e organizada pelas vias centrais da cidade. O protesto surge em um cenário de forte preocupação para a cadeia fumageira gaúcha. O setor enfrenta uma conjuntura desafiadora provocada pela elevação expressiva nos custos de produção, pelos constantes impactos climáticos que afetam a qualidade das safras e por entraves históricos nas negociações de comercialização do produto com as indústrias integradas.
De acordo com as diretrizes da FETAG-RS, a cultura do tabaco desempenha um papel essencial na manutenção da agricultura familiar, funcionando como um motor para a geração de renda e para o desenvolvimento social no interior. A atividade é diretamente responsável por viabilizar a permanência do homem no campo e por movimentar o comércio local. Em entrevista, a diretora da entidade, Camila Rode, ressaltou o caráter estratégico do setor, que representa o segundo maior item da pauta de exportações do Rio Grande do Sul.
A dirigente alertou ainda que a saúde financeira de pelo menos 208 municípios gaúchos depende diretamente dos recursos movimentados pela fumicultura. Como forma de sensibilizar a população urbana e demonstrar o cotidiano de trabalho, os produtores levaram para o ato suas ferramentas diárias de cultivo. A mobilização buscou dar transparência à realidade do campo, unificar as demandas dos plantadores e exigir que as empresas do setor garantam preços justos que cubram os custos e assegurem a lucratividade da atividade.




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